Resultados de fala pós-palatoplastia primária em indivíduos com fissura palatina tratados em um centro especializado

Introdução: as fissuras labiopalatinas podem levar a distúrbios da fala com diferentes graus de comprometimento, mesmo após a palatoplastia. Os pontos importantes a serem considerados estão relacionados à articulação, hiper e hiponasalidade, inteligibilidade e, o mais importante, à insuficiência vel...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Moura, Lucas Bezerra
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-11082025-123137
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5177/tde-11082025-123137/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Articulation disorders
Cleft lip-palate
Cleft palate
Fissura lábio palatina
Fissura palatina
Fonoaudiologia
Speech-language pathology
Transtornos da articulação
Descripción
Sumario:Introdução: as fissuras labiopalatinas podem levar a distúrbios da fala com diferentes graus de comprometimento, mesmo após a palatoplastia. Os pontos importantes a serem considerados estão relacionados à articulação, hiper e hiponasalidade, inteligibilidade e, o mais importante, à insuficiência velofaríngea. Fatores como a técnica cirúrgica utilizada no momento da palatoplastia, a experiência do cirurgião e as medidas antropométricas do palato são fatores diretamente relacionados com os resultados obtidos. Objetivo: correlacionar os resultados de fala com a técnica cirúrgica empregada e as medidas antropométricas realizadas no intraoperatório em pacientes submetidos a palatoplastia primária. Desenho do estudo: longitudinal, retrospectivo. Método: trinta e nove pacientes não sindrômicos submetidos à palatoplastia primária pelo Serviço de Cirurgia Plástica Craniomaxilofacial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foram analisados quanto à fala entre 5 e 10 anos de idade. Dentre esses pacientes, em 19 foram medidos o comprimento do palato, a largura da fissura, e a distância da úvula até a parede posterior da faringe e a distância do palato à adenoide, antes e imediatamente após a palatoplastia. Um paciente foi excluído pela idade. Resultados: trinta pacientes (76,9%) eram do sexo masculino. A idade no momento da cirurgia variou de 9 a 53 meses, com média de idade de 20,9 meses. O tipo de fissura mais frequente foi a transforme unilateral (59%). A maioria dos pacientes (97,4%) tiveram suas falas avaliadas como equilibradas. Um paciente apresentou hiponasalidade, três distúrbios obrigatórios, e quatro articulação compensatória. Foi diagnosticado apenas um paciente com insuficiência velofaríngea na amostra, do tipo marginal. No pósoperatório houve aumento médio do comprimento do palato entre 5,3 cm e 5,6 cm, e diminuição da distância da úvula à primeira vértebra, com média de 1,7 a 1,1 cm. Conclusão: a análise realizada revelou que a maioria dos pacientes não apresentou alterações significativas na avaliação da fala. Os resultados demonstraram que a técnica utilizada pelo serviço foi eficaz tanto no alongamento do palato quanto na redução do espaço nasofaríngeo, evidenciando sua efetividade como abordagem cirúrgica. Sugerem, ainda, que o espaço velofaríngeo desempenha um papel mais relevante que o comprimento do véu palatino quando são considerados os aspectos técnicos da cirurgia e seus impactos sobre a função da fala