Roland Barthes: a música como linguagem do corpo

O artigo discute o pensamento musical de Barthes a partir de três textos, dois publicados no livro L’Obvie et l’obtus, um volume de ensaios críticos consagrados no campo do visível (imagem, fotografia e pintura) e no campo da música: Música Prática (1970) e Escuta (1976). O terceiro, Grão da voz (19...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Riom, Charlotte Caroline Françoise
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Recursos:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/33165
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/10438/33165
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Signifiance
Significante
Significado
Modernidade
Corpo
Intérprete
Significant
Signified
Modernity
Body
Interpret
Ciências sociais
Descrição
Resumo:O artigo discute o pensamento musical de Barthes a partir de três textos, dois publicados no livro L’Obvie et l’obtus, um volume de ensaios críticos consagrados no campo do visível (imagem, fotografia e pintura) e no campo da música: Música Prática (1970) e Escuta (1976). O terceiro, Grão da voz (1972), apareceu na revista Musique en jeu que se encontra no segundo volume das Oeuvres complètes de Roland Barthes. Referindo-se à obras musicais e compositores, Barthes desenvolve seu pensamento diferenciando a música que se escuta da música que se toca; mostra como uma interpretação da música é possível sem recorrer ao uso do adjetivo e da linguística, mirando na signifiance revelada pelo grão da voz; diferenciando o significante do significado, apresenta três níveis de escuta e define o que é a escuta moderna. Nesses três ensaios, colocando-se do lado da recepção de uma obra e do amador, Barthes reconcilia o corpo com a modernidade e reflete uma estética musical do prazer encorajando uma atitude do ouvinte parecida a do maestro ou do interpréte.