Caracterização clínica, genética e radiológica das disferlinopatias
Objetivos: O objetivo primário desse estudo foi realizar a caracterização clínica de aspectos motores e não-motores relacionados a pacientes com diagnóstico de disferlinopatias acompanhados no setor de investigação de doenças neuromusculares da UNIFESP e avaliar se há diferença entre os fenótipos. O...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/65652 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65652 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Disferlinopatias Distrofias musculares Miopatias distais Doenças neuromusculares Distrofias de cintura e membros |
| Sumario: | Objetivos: O objetivo primário desse estudo foi realizar a caracterização clínica de aspectos motores e não-motores relacionados a pacientes com diagnóstico de disferlinopatias acompanhados no setor de investigação de doenças neuromusculares da UNIFESP e avaliar se há diferença entre os fenótipos. Os objetivos secundários incluem: (i) caracterizar o efeito do tempo sobre a força muscular, escalas de funcionalidade e valores de creatinoquinase (CK); (ii) caracterizar a base genética; (iii) caracterizar os músculos com maior lipossubstituição em ressonância magnética de coxas e pernas (iv) Avaliar se há correlação entre a escala de funcionalidade e valores de creatinoquinase e lipossubstituição nos pacientes da amostra. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo dos prontuários de pacientes acompanhados no ambulatório de miopatias do setor entre janeiro de 1995 e dezembro de 2020. Os critérios de inclusão foram: (i) Identificação de variante definida como patogênica em homozigose ou heterozigose composta no gene Dysf; ou (ii) quadro clínico compatível com um dos fenótipos da doença e diminuição da expressão da disferlina em imunoistoquímica em biópsia muscular. Foram transcritos dos prontuários dados clínicos, história familiar, exames complementares e exames físicos. A força muscular foi graduada segundo a escala Medical Research Council. A classificação segundo o fenótipo foi realizada com base nas primeiras manifestações e avaliações. O grau de funcionalidade foi definido pela escala de Gardner–Medwin & Walton (GMW) modificada para disferlinopatias. A lipossubstituição em ressonância de coxas e pernas foi classificada segundo a escala de Mercuri. Para a avaliação da progressão, um modelo linear misto foi utilizado. Resultados: 23 pacientes de 21 famílias distintas foram incluídos no estudo. 19 possuíam exame genético e 8 tinham exame de imagem arquivado em prontuário eletrônico. 16 foram classificados como distrofia muscular de cintura e membros autossômica recessiva 2, 4 como miopatia distal de Miyoshi tipo 1, 2 com comprometimento próximo-distal e 1 como hiperCK assintomática. A idade média de início da primeira manifestação foi 23,93 anos, sendo a diminuição da força na região proximal dos membros inferiores a mais comum (65,21%). A adução das coxas foi o movimento com menor força na primeira consulta (média=3,27). A flexão plantar foi o movimento com maior declínio na força (média=0,10 pontos na escala MRC por ano; p<0,001). O declínio funcional médio foi 0,2987 pontos na escala GMW por ano (p<0,001). As variantes mais comuns foram a c.6124C>T, p.Arg2042Cys e c.2643+1G>A, p.?(splicing), encontradas 3 vezes cada. O valor médio da creatinoquinase na primeira avaliação foi 6096,58 μmol/L, tendo o declínio médio sido estimado em 189,16 μmol/L por ano (p=0,02). Nos exames de imagem, os músculos glúteo mínimo, adutor longo e sóleo foram os com maior grau de lipossubstituição na pelve, coxas e pernas, respectivamente (média=2,56, 3,62 e 3,75 respectivamente). Não houve diferença estatística na idade de início, força, declínio motor, funcional, valores de creatinoquinase ou lipossubstituição em exames de imagem entre os fenótipos dos pacientes da amostra. Conclusões: Este estudo corrobora com achados recentes que propõe que as disferlinopatias não são doenças diferentes, mas sim um contínuo de uma única condição |
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