DA “REFORMA AGRÁRIA DOS PARTIDÁRIOS” À “REFORMA AGRÁRIA COLETIVA”: Luta pela terra e declínio de relações de patronagem no Maranhão recente

Na primeira metade dos anos 80, a dinâmica da luta pela terra no estado do Maranhão esteve marcada por processos de expropriação de grupos camponeses. Em áreas de ocupação antiga, esse movimento se manifestou através da elevação do preço do pagamento do chamado foro, de forma que o fazendeiro pudess...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carneiro, Marcelo Sampaio
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Repositorio:Revista Pós Ciências Sociais (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.periodicoseletronicos.ufma.br:article/209
Acesso em linha:https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rpcsoc/article/view/209
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Luta pela terra
Relações de patronagem
Reforma agrária.
Descrição
Resumo:Na primeira metade dos anos 80, a dinâmica da luta pela terra no estado do Maranhão esteve marcada por processos de expropriação de grupos camponeses. Em áreas de ocupação antiga, esse movimento se manifestou através da elevação do preço do pagamento do chamado foro, de forma que o fazendeiro pudesse fazer valer suas prerrogativas de proprietário e assim expulsar os trabalhadores, antigos clientes (camponeses subordinados) que viviam em suas terras. O caso aqui analisado - a luta de trezentas famílias do povoado do Leite - foge a essa regra e se constitui num exemplo interessante de como uma relação do tipo patrãocliente pode vir a ser decidida de maneira favorável ao pólo subordinado dessa relação. Palavras-chave: Luta pela terra. Relações de patronagem. Reforma agrária.RÉSUMÉDans la première moitié des anées 80, la dynamique de la lutte pour la terre dans l’état du Maranhão a été caractérisée par l’expropriation de groupes de paysans. Dans des zones d’occupation ancienne, ce mouvement s’est manifesté sous la forme d’une élévation du loyer de la terre (régionalement connu comme “foro”), de façon que le patron, en profitant de ses pouvoirs de propriétaire, puisse expulser les travailleurs qui ne pouvaient plus payer le loyer avec de nouvelles valeurs. L’étude de cas ici analysée - la lutte de 300 familles du village du Leite - échappe à la règle et exprime comment une situation intéressante d’une relation du genre patron-client peut être susceptible d’être décidée de manière favorable au pole soumis de cette relation.Mots-Clés: Lutte pour la terre. Relations de patronage. Réforme agraire.