Cobertura vacinal e imunoproteção para hepatite B em crianças com doenças oncohematológicas em hospital público terciário no Sul do Brasil
Base teórica: A hepatite B apresenta alta prevalência mundial, sendo uma das principais causas de doenças hepáticas crônicas, hepatocarcinoma e óbitos. Embora a vacinação contra o vírus seja segura e eficaz em indivíduos saudáveis, ela pode resultar em uma resposta imunológica reduzida em pacientes...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292335 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/292335 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Hepatite B Vacinas Anticorpos Criança Neoplasias hematológicas Hepatitis B Vaccines Antibodies Child Hematological malignancies |
| Resumo: | Base teórica: A hepatite B apresenta alta prevalência mundial, sendo uma das principais causas de doenças hepáticas crônicas, hepatocarcinoma e óbitos. Embora a vacinação contra o vírus seja segura e eficaz em indivíduos saudáveis, ela pode resultar em uma resposta imunológica reduzida em pacientes imunossuprimidos. Crianças com neoplasias hematológicas, devido ao comprometimento do sistema imunológico e aos tratamentos intensivos aos quais são submetidas, possuem risco aumentado de infecções preveníveis por imunização. Portanto, a avaliação da situação vacinal e da imunidade contra o vírus da hepatite B é essencial nessa população. Objetivo: Analisar a cobertura vacinal e perfil de imunoproteção da hepatite B em crianças com doenças oncohematológicas em um hospital público terciário no sul do Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo. Foram incluídos pacientes de 0 a 15 anos de idade, com diagnóstico de neoplasia hematológica em tratamento no Hospital de Clínicas de Porto Alegre no período de janeiro de 2020 a dezembro de 2022. Variáveis clínicas e demográficas foram coletadas em prontuário médico eletrônico, incluindo idade, sexo, cor, naturalidade, diagnóstico, tratamentos realizados, histórico de vacinação para hepatite B, óbitos e sorologias HbsAg, anti-HBc total e anti-HBs. A cobertura vacinal foi verificada através do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações. Resultados: Foram analisados 101 pacientes com neoplasias hematológicas, sendo 58 (57,4%) do sexo masculino e 43 (42,6%) do sexo feminino. O diagnóstico predominante foi de leucemia linfoblástica aguda, com 67 (66,3%) casos. Todos os pacientes realizaram protocolos de quimioterapia e 28 (27,7%) evoluíram para óbito. Cerca de 66 (65,3%) pacientes possuíam resultados para as três sorologias de hepatite B, com o maior percentual de dados ausentes para anti-HBs (25.7%) e anti-HBc (13.9%). Nenhum paciente apresentou resultado positivo para HBsAg, 2 (2,3%) foram positivos para anti-HBc total, e 33 (44,0%) foram positivos para anti-HBs. Em relação à cobertura vacinal, 62 pacientes (61.4%) possuíam esquema vacinal completo para a idade, 12 (11.9%) incompleto e 27 (26.7%) não possuíam registro de vacinação. Apenas 10 (13.5%) possuíam registro de vacinação adicional após o diagnóstico oncológico. Considerando os vacinados com esquema completo, 27 (55.1%) não possuíam anticorpos contra hepatite B. Conclusão: Nosso estudo demonstra baixa imunoproteção e cobertura vacinal deficiente contra hepatite B nessa população. Portanto, torna-se necessário o desenvolvimento de protocolos mais eficazes para o monitoramento de resposta sorológica e imunização contra hepatite B e outras doenças imunopreviníveis em pacientes imunossuprimidos em atendimento nos hospitais públicos brasileiros. |
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