[en] APART FROM POOR RHYME CAPITAL: QUESTIONS ABOUT THE INCLUSION OF PEOPLE WITH MENTAL DISORDERS IN FORMAL WORK

[pt] A tese apresentada busca problematizar a questão da inserção das pessoas com transtorno mental no trabalho formal. Parte-se da constatação de que não há ineditismo na relação entre trabalho e saúde mental, que é histórica e remonta ao uso do trabalho como meio de disciplina nas casas de trabalh...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: TATHIANA MEYRE DA SILVA GOMES
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositorio:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:48963
Acceso en línea:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=48963&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=48963&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.48963
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:[pt] TRABALHO
[pt] SAUDE MENTAL
[pt] REFORMA PSIQUIATRICA
[pt] CAPITALISMO
[en] WORK
[en] MENTAL HEALTH
[en] PSYCHIATRIC REFORM
[en] CAPITALISM
Descripción
Sumario:[pt] A tese apresentada busca problematizar a questão da inserção das pessoas com transtorno mental no trabalho formal. Parte-se da constatação de que não há ineditismo na relação entre trabalho e saúde mental, que é histórica e remonta ao uso do trabalho como meio de disciplina nas casas de trabalho do século XVII. A tese buscou historicizar essa relação e demonstrar sua configuração recente no cenário atual de inserção das pessoas com transtorno mental no trabalho formal. Com isto, buscou-se identificar os mecanismos que vêm possibilitando que essa inserção ocorra, o significado que o trabalho possui para esses sujeitos, assim como a repercussão que a inserção no trabalho formal teve em suas vidas. A investigação foi orientada pela ideia de que, apesar dos efeitos deletérios provocados pela forma social que o trabalho assume no sistema capitalista, essa atividade figura no imaginário das pessoas com transtorno mental como atividade produtiva ideal, entre outras coisas, em função da associação cultural e simbólica, vigente no senso comum, entre trabalho e normalidade. Para realização da pesquisa de campo foram entrevistados 17 participantes, entre usuários dos serviços de saúde mental, gestores e profissionais da área que atuam com atividades voltadas à inserção das pessoas com transtorno mental no trabalho formal. Foram eleitos como campo de pesquisa o Projeto Gerência de Trabalho e o Projeto Pistrab/Nusamt. Este último envolveu, ainda, como campo de pesquisa, o Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro e o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Mental Juliano Moreira. Os resultados da pesquisa permitem afirmar que para a maioria dos entrevistados o trabalho assume o sentido de emprego e possui a capacidade de promover reconhecimento e pertencimento social, a despeito do retorno monetário que promove. Questões que remetiam ao reforço do estigma pelas relações de trabalho também foram recorrente na fala dos entrevistados.