O cavaleiro inexistente: um dilema para a psicologia? - doi: 10.5102/ucs.v8i2.1096

O Cavaleiro Inexistente, de Ítalo Calvino, serve de mote ao questionamento acerca da subjetividade, tão cara à Psicologia. Descartes inaugurou a modernidade apartando em definitivo corpo e alma; de certa forma, uma reedição do dilema platônico. Sob o prisma da subjetividade, entretanto, nada é tão d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Massolini Laureano, Marcella Marjory, Alcântara, Humberto Barbosa
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Centro de Ensino de Brasília (UNICEUB)
Repositorio:Universitas. Ciências da saúde (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:oai.uniceub.emnuvens.com.br:article/1096
Acceso en línea:https://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/cienciasaude/article/view/1096
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Subjetividade.;Sintoma; Inconsciente.
Descripción
Sumario:O Cavaleiro Inexistente, de Ítalo Calvino, serve de mote ao questionamento acerca da subjetividade, tão cara à Psicologia. Descartes inaugurou a modernidade apartando em definitivo corpo e alma; de certa forma, uma reedição do dilema platônico. Sob o prisma da subjetividade, entretanto, nada é tão dicotomicamente separado e corpo e alma hão de se completar nessa construção. A Psicologia persegue dissecar o subjetivo com a objetividade que o método cartesiano impôs ao científico; mas algo parece sempre escapar da observação. Esse inconsciente que escapa retorna no sintoma e desafia a Psicologia em relances fugidios, completos na incompletude dos mecanismos de deslocamento e condensação. Não há corpo sem alma, não há uma subjetividade assepticamente objetiva e O Cavaleiro Inexistente, se é pura razão, não se sente completo sem um corpo que mostre o ser humano que nele habita. O grande dilema da Psicologia é descobrir se é possível criar caminhos que leve ao entendimento do entrelace do corpo e da mente.