“A magoa de ver hir esquecendo...”:escrita conventual feminina no Portugal do século XVII.

O século XVII português assistiu ao florescimento de uma escrita conventual feminina concentrada majoritariamente na epistolografia, na lírica e na elaboração de registros de cariz biográfico sobre religiosas crescidas em virtude. Defendida em setembro de 2013, “A magoa de ver hir esquecendo...” se...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Pacheco, Moreno Laborda
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Repositorio:Revista da FAEEBA (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistas.uneb.br:article/1045
Acceso en línea:https://www.revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/1045
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Escrita conventual feminina
Livros de fundação
Publicação manuscrita
Portugal
Época moderna
Descripción
Sumario:O século XVII português assistiu ao florescimento de uma escrita conventual feminina concentrada majoritariamente na epistolografia, na lírica e na elaboração de registros de cariz biográfico sobre religiosas crescidas em virtude. Defendida em setembro de 2013, “A magoa de ver hir esquecendo...” se dedica a estudar outra fração dessa  produção,  mais  intimamente  ligada  a  registros memorialísticos de tipo institucional. No centro da análise estão o Tratado da antiga e curiosa fundação do Convento de Jesus de Setúbal(redigido entre 1630 e 1644) e a Notícia da fundação do Convento da Madre de Deus das religiosas descalças de Lisboa(1639-1652). Amparando-se em obras coevas e de perfil semelhante, a investigação lança luz sobre alguns dos modelos que influenciaram suas autoras, mas sem descurar dos diálogos que elas estabelecem com outras modalidades de escrita conventual feminina – incluídas aí aquelas de tipo administra-tivo, ligadas à governança dessas instituições. Este estudo também indica que, por comando ou moto próprio, mulheres de vida consagrada do Portugal Moderno empunharam penas e escreveram livros, manejando a memória de suas comunidades. Na tarefa, elas seguiram modelos mais ou menos conformados de uma escrita histórica e confessional, mas também souberam inserir discussões que lhes interessavam ou mesmo vergar esses formatos para que servissem a outros propósitos. Por fim, os destinos desses livros de fundação também servem para perceber os múltiplos agenciamentos que interferiam no caminho das religiosas modernas até o prelo, assim como iluminar de que maneira as zonas de interação entre as culturas do impresso e do manuscrito ofereciam um caminho para evitá-los.