[resenha] OLIVEIRA, Fabrício Augusto de. Governos Lula, Dilma e Temer: do espetáculo do crescimento ao inferno da recessão e da estagnação. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2019.

O livro tem como tema central a política econômica adotada no Brasil no período 2003-2018 e busca explicações para o comportamento da economia, que transita do crescimento para a recessão, seguida da estagnação. Argumenta que não há diferenças substantivas nas estratégias dos governos Lula e Dilma,...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carneiro, Ricardo
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Fundação João Pinheiro (FJP)
Repositorio:Repositório Institucional da Fundação João Pinheiro
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fjp.mg.gov.br:123456789/3418
Acesso em linha:http://repositorio.fjp.mg.gov.br/handle/123456789/3418
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Política econômica
Crescimento econômico
Reforma estrutural
Economic policy
Economic growth
Structural reform
Descrição
Resumo:O livro tem como tema central a política econômica adotada no Brasil no período 2003-2018 e busca explicações para o comportamento da economia, que transita do crescimento para a recessão, seguida da estagnação. Argumenta que não há diferenças substantivas nas estratégias dos governos Lula e Dilma, caracterizadas pelo alinhamento à política macroeconômica de estabilização prescrita pela ortodoxia, em combinação com a ausência de esforços mais efetivos de realização de reformas estruturais capazes de assegurar o crescimento da economia em bases sustentáveis. Relaciona os resultados distintos no tocante ao desempenho da economia obtidos por esses governos às características cambiantes dos contextos externo e interno, com destaque para a perda de dinamismo da economia mundial no rastro da crise do subprime. Mostra que o alinhamento à ortodoxia persiste no governo Temer, ao lado de esforços reformistas de cunho neoliberal, voltados ao ajuste fiscal. A pretendida retomada do crescimento não se materializa, com a substituição da recessão pela estagnação, e dificilmente irá se materializar sem a mudança do modelo de desenvolvimento.