A poética do sujeito em interstício: análise da obra lírica de Naomi Shihab Nye
Esta dissertação comenta a relação da produção poética de Naomi Shihab Nye através das teorias dos Estudos Culturais. A análise aborda a linguagem poética como via de integração cultural entre a memória histórica coletiva e individual, no que se refere à intersecção da rememoração e ressignificação...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11410 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11410 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Naomi Shihab Nye Estudos Culturais Literatura norte-americana Mímesis |
| Sumario: | Esta dissertação comenta a relação da produção poética de Naomi Shihab Nye através das teorias dos Estudos Culturais. A análise aborda a linguagem poética como via de integração cultural entre a memória histórica coletiva e individual, no que se refere à intersecção da rememoração e ressignificação identitária representada entre o Mesmo e o Diverso, como comenta Edouard Glissant. O trabalho, assim, argumenta a relação do referente simbólico da tradição cultural cristalizada pelos projetos globais e a luta constante das narrativas locais na negociação do estado representativo do sujeito intersticial. A produção literária de Naomi Shihab Nye guia o leitor para um estado de contemplação semiótica dos signos construídos pela tradição. A mesma tradição responsável pelas concepções de “Oriente” e “Ocidente”. Os argumentos de Edward Said sobre o Orientalismo também foram usados para analisar a dicotomia “árabe”/ “americano”. O trabalho poético de Nye aponta para uma renovação do ponto de vista do leitor apresentando uma forma diferente de espiritualidade. Permitindo ao leitor acessar o seu repertório de signos culturais em direção à ressignificação. Os comentários de Mary Louise Pratt e Walter Mignolo, a cerca da noção de “transculturação” de Fernando Ortiz, nos impulsionam a ver a relação íntima entre logos, cogito e ethos em direção a corpos e espíritos humanos. A análise de Homi Bhabha sobre o terceiro espaço e a concepção de Pratt das “zonas de contato” coloca a poesia de Nye em posição de constate movimento cultural: nem “árabe”, nem “americano”: humano. Os comentários de Stuart Hall e Walter Mignolo sobre as relações transnacionais na condição da pós-colonialidade do poder mostrou-nos a diferença entre os olhares polarizado e intersticial. Ainda, Luiz Cota Lima e Theodore W. Adorno são os pontos referenciais sobre as teorias a cerca da mímesis da representação real e imaginária. Nossa abordagem entende a concepção de linguagem e estrutura social que foram observadas nos trabalhos de Naomi Shihab Nye como fundamentais na interação humana com a natureza. |
|---|