Os Aymara: construindo a revolução índia no ciberespaço.

Em pleno inicio de um novo seculo, e importante destacar que pela primeira vez um indígena da etnia aymara - Evo Morales - surpreende o mundo ao assumir a presidência da Bolívia Entretanto, olhando-se um pouco mais de perto a realidade desse pais nos últimos anos do seculo XX e inícios do seculo X X...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: NASCIMENTO, Celso Gestemeier do.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/4431
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4431
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciberespaço
Povo Aymara
Povo Indígena - Bolívia
Evo Morales - Presidente Boliviano
Neoliberalismo Boliviano
Internet e Movimentos Sociais
Democracia
Cyberspace
Aymara People
Indigenous People - Bolivia
Evo Morales - Bolivian President
Bolivian Neoliberalism
Internet and Social Movements
Democracy
Descripción
Sumario:Em pleno inicio de um novo seculo, e importante destacar que pela primeira vez um indígena da etnia aymara - Evo Morales - surpreende o mundo ao assumir a presidência da Bolívia Entretanto, olhando-se um pouco mais de perto a realidade desse pais nos últimos anos do seculo XX e inícios do seculo X X I , e possível perceber uma longa trajetória de resistência dos aymaras a implantação de uma nova nação aos moldes ocidentais, sob o impacto do neoliberalismo e da globalização e econômica que exacerbou a concentração de renda e tornou mais difíceis as condições de vida de comunidades indígenas. Tal processo ocorreu através de conflitos explícitos com o exercito nacional, como de variadas formas de resistência cotidianas que permitiram alimentar um sonho de seculos: a reconstituição do Qollasuyu, pedaço dourado aymara do antigo mundo pre-incaico. Nos contextos de um novo seculo, com o advento de uma sociedade onde a informação rápida e disseminada torna-se vital, os aymara recuperam o conceito de Revolução índia para transformar a resistência cotidiana numa verdadeira revolução do cotidiano, quebrando com as limitações da participação politico-partidária e sindical, mas valendo-se da tradição da militância marxista, para fundar sua própria ideologia: o katarismo. Ao buscar no passado o suporte para formas de ação no presente, o katarismo rompe com as tradicionais fronteiras entre passado, presente e futuro, englobando-o na sua proposta de revolução e valendo-se de todos os meios disponíveis - inclusive a internet - para preparar o futuro que já podia ser encontrado latente no passado e que se encontra em elaboração no presente. A revolução proposta consiste de um fazer-se no dia-a-dia para se criar uma sociedade aymara no futuro. Através do ciberespaco eles abrem algumas brechas de resistência e de construção de suas identidades, o que nos permite vislumbrar estrategias de ação e pequenos clarões desse mundo que tenta retornar para fazer-se novo.