Psicofarmacologia Geriátrica

O desenvolvimento da psicofarmacologia geriátrica ocorreu nos últimos 30 anos após as grandes modificações ocorridas na psiquiatria e no acelerado envelhecimento da população. Esse estudo tem como objetivo apresentar uma visão histórica do desenvolvimento da psicofarmacologia geriátrica com uma desc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Costa, Erico Castro, Aguiar, Clayton, Blay, Sérgio Luis
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/8628
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/8628
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:idosos
psicofarmacologia
geriatria
Descripción
Sumario:O desenvolvimento da psicofarmacologia geriátrica ocorreu nos últimos 30 anos após as grandes modificações ocorridas na psiquiatria e no acelerado envelhecimento da população. Esse estudo tem como objetivo apresentar uma visão histórica do desenvolvimento da psicofarmacologia geriátrica com uma descrição dos avanços nas três principais classes de medicamentos psiquiátricos utilizados pelos idosos: antidepressivos, antipsicóticos e as medicações para o tratamento da doença de Alzheimer. A nortriptilina foi a primeira opção para o tratamento da depressão em geriatria por muitos anos. Entretanto após o surgimento dos Inibidores Seletivos de Serotonina, observou-se uma redução da sua utilização. O mesmo ocorreu com os antipsicóticos convencionais que gradativamente foram substituídos pela utilização dos antipsicóticos atípicos. Entretanto, os antipsicóticos atípicos devem ser utilizados com muito cautela nos idosos devido ao risco aumentado de obesidade, diabetes, intolerância a glicose e hipercolesterolemia nessa população Também o risco aumentado de mortalidade observada com o uso de antipsicóticos atípicos no tratamento de alterações comportamentais tem que ser levados em consideração. Com relação aos inibidores de acetilcolinesterase, não há grandes diferenças de eficácia e tolerabilidade, no entanto não há comparações diretas entre essas substâncias. Finalmente, psicofarmacologia geriátrica permite esclarecer de maneira mais precisa como lesões clinicas especificas ou neurológicas podem contribuir para os sintomas psiquiátricos nos idosos. Além disso, contribui para uma melhor compreensão dos limites entre as estruturas e funções do cérebro com o desenvolvimento dos processos patológicos e de seus tratamentos psiquiátricos.