Como chegamos aqui? Medo e ressentimento na sociedade pré-Gilead

A segunda década do século XXI evidenciou uma virada populista no cenário político mundial, articulando uma retórica de construção de povo e, em alguns casos, um antipovo. A literatura não se isenta dessas preocupações, elaborando-as através de suas próprias estratégias narrativas, produzindo novos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Demingos de Oliveira, Lucas
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Cadernos do IL (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/101076
Acceso en línea:https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/101076
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:fascismo
populismo
literatura
Margaret Atwood.
Descripción
Sumario:A segunda década do século XXI evidenciou uma virada populista no cenário político mundial, articulando uma retórica de construção de povo e, em alguns casos, um antipovo. A literatura não se isenta dessas preocupações, elaborando-as através de suas próprias estratégias narrativas, produzindo novos contextos especulativos que ensejam explorar as inúmeras possibilidades que o presente apenas sugere. O presente artigo busca refletir sobre como as narrativas Os Testamentos (2019) e O Conto da Aia (2017) apresentam a emergência de um regime fascista dentro de uma democracia considerada sólida. Para isso, procura-se reconstruir o contexto prévio à emergência do regime, procurando-se compreender as operações retóricas utilizadas para traduzir medo e frustração em ressentimento e vitimização.