Dogma e liberdades individuais na teologia de Joseph Ratzinger/Bento XVI
O Concílio Vaticano II propôs uma postura renovada da Igreja perante a modernidade, pautada pelo diálogo, pela abertura, pela esperança e pela reconciliação. O objetivo desta pesquisa é compreender essa relação entre Igreja e modernidade a partir do pensamento de Joseph Ratzinger/ Bento XVI, a parti...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional PUC-Campinas |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/16817 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16817 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Joseph Ratzinger Bento XVI Dogma Liberdades Modernidade Secularização Benedict XVI Liberties Modernity Secularization |
| Sumario: | O Concílio Vaticano II propôs uma postura renovada da Igreja perante a modernidade, pautada pelo diálogo, pela abertura, pela esperança e pela reconciliação. O objetivo desta pesquisa é compreender essa relação entre Igreja e modernidade a partir do pensamento de Joseph Ratzinger/ Bento XVI, a partir do tema da relação entre o dogma católico e as liberdades individuais. Mediante uma análise hermenêutica do conceito de dogma e do vasto material produzido por Ratzinger/Bento XVI ao longo de sua trajetória como teólogo proeminente, como cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e como pontífice – que abarca livros, artigos, documentos, entrevistas, debates. A pesquisa privilegia a chamada “hermenêutica da continuidade”, expressão cunhada por Ratzinger/Bento XVI para explicar a forma adequada de interpretação dos textos e eventos conciliares, que se tornou uma chave de leitura importante para a compreensão do dogma católico. A dissertação se estrutura em três capítulos. O primeiro capítulo demonstra o estatuto e a relevância do dogma no estudo das Ciências da Religião, ou seja, que o dogma é momento constitutivo do fenômeno religioso em suas manifestações ao longo da história. Além disso, o capítulo aprofunda a compreensão em torno do dogma católico, revisitando sua definição clássica a partir do Magistério da Igreja, refletindo sobre seu desenvolvimento. Por fim, apresenta a necessidade da hermenêutica para a compreensão e interpretação do dogma pela teologia católica contemporânea, na missão de articular o auditus fidei com o intelectus fidei, na perspectiva de uma fidelidade criativa. Os dois capítulos posteriores são dedicados ao pensamento de Joseph Ratzinger/Bento XVI, em sua relação com o objeto da pesquisa. O segundo capítulo apresenta a biografia de Ratzinger e alguns temas importantes de sua reflexão teológica, tais como a compatibilidade entre a fé cristã e a racionalidade ocidental, a defesa da pretensão de verdade do cristianismo, as críticas à modernidade e à “ditadura do relativismo”, sua análise do processo de secularização e da relação entre Igreja e Estado. O último capítulo apresenta a renovada compreensão de Ratzinger/Bento XVI acerca do dogma católico na contemporaneidade, a partir de sua “hermenêutica da continuidade” de princípios, apesar da descontinuidade de aplicações históricas. Ratzinger/Bento XVI reafirma as liberdades modernas, tais como a liberdade religiosa, em conexão com o conceito cristão de liberdade, que se relaciona com a dignidade humana, a vocação e a responsabilidade social. Para Ratzinger/Bento XVI, a doutrina é tesouro que precisa ser conservado na fluidez da sociedade contemporânea, reafirmando a validade da fé na contribuição com a esfera pública e a importância da dupla tutela entre razão e religião na sociedade pós-secular. |
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