Uso intra-articular do plasma rico em plaquetas versus triancinolona hexacetonida versus solução salina em osteoartrite de joelhos : um estudo controlado randomizado duplo cego com seguimento de um ano

INTRODUÇÃO: um estudo controlado randomizado duplo cego com seguimento de um ano. Introdução: A injeção intra-articular (IIA) de plasma rico em plaquetas (PRP) tem sido considerada como opção terapêutica para osteoartrite (OA) de joelhos. No entanto, são raros os estudos comparando essa intervenção...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tamashiro, José Carlos Nunes [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/64652
Acceso en línea:https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8859254
https://hdl.handle.net/11600/64652
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Plasma rico em plaquetas
Osteoartrite
Cartilagem
Infiltração intra-articular
Osteoartrite de joelho
Injeções intra-articulares
Triancinolona acetonida
Solução salina
Ensaio clínico controlado aleatório
Método duplo-cego
Descripción
Sumario:INTRODUÇÃO: um estudo controlado randomizado duplo cego com seguimento de um ano. Introdução: A injeção intra-articular (IIA) de plasma rico em plaquetas (PRP) tem sido considerada como opção terapêutica para osteoartrite (OA) de joelhos. No entanto, são raros os estudos comparando essa intervenção com a IIA de corticosteroide ou de solução salina. Objetivos: Comparar o efeito da IIA de PRP versus triancinolona hexacetonida (TH) versus solução salina (SS isotônica a 0,9%) na melhora da dor, função, percepção de melhora, medida ultrassonográfica de hipertrofia sinovial, qualidade de vida e evolução radiográfica a longo prazo (52 semanas) em pacientes com OA de joelhos. Métodos: Foi realizado um estudo controlado randomizado prospectivo duplo-cego em 100 pacientes com OA sintomática de joelhos. Os pacientes foram randomizados em três grupos de IIA (uma única IIA no joelho mais sintomático): grupo PRP (n = 34), grupo TH (40mg, 2ml) (n = 33) e grupo SS (0,9%, 2ml) (n = 33). As avaliações foram realizadas por três avaliadores (dentre eles, um radiologista) “cegos” em relação ao grupo que o paciente pertencia. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: escala visual analógica (EVA de 0-10 cm) de dor ao repouso (EVAr) e ao movimento (EVAm), questionário funcional WOMAC (total, dor, rigidez e função), teste Timed Up and Go (TUG), teste da caminhada de 6 minutos, porcentagem de melhora, escala de melhora tipo Likert com cinco pontos, medida ultrassonográfica de hipertrofia sinovial, e evolução radiográfica segundo a escala de Kelgreen e Lawrence- KL. Utilizaram-se cinco tempos de avaliação: T0 e T4, T8, T12 e T52 semanas. Considerou-se significância estatística de 5%. Resultados: Foram estudados 100 pacientes, 90 (90%) mulheres e 10 homens (10%), com média de idade de 67,13 (± 6,56) anos e de tempo de sintomas de 8,03 (± 5,9) anos. Na avaliação inicial, os grupos foram homogêneos para todos os parâmetros exceto para tempo de sintomas, maior no grupo PRP. A análise entre os grupos ao final do estudo, usando o teste GLM para medidas repetidas, mostrou diferença estatisticamente significante entre os grupos para as apenas seguintes variáveis: para o WOMAC DOR em T4 o grupo TH obteve média melhor que o grupo PRP {3,24 (± 2,92) versus 5,38 (± 3,05); p = 0,047}; para o WOMAC RIGIDEZ em T12 o grupo TH obteve média melhor que o grupo SS {1,12 (± 1,34) versus 2,39 (± 1,41); p = 0,035}. Para o WOMAC FUNÇÃO em T4 o grupo TH obteve melhor média que o SS{ 13,1 (± 10,6) versus 23,9 (± 11,5); p = 0,005}; xv em T8 {TH 15,0 (± 11,4) versus PRP 14,4 (± 11,6) versus SS 24,3 (± 10,1)} o grupo TH (p = 0,031) e o grupo PRP (p = 0,018) evoluíram melhor que o grupo SS, mas sem diferença entre os grupos TH e PRP (p = 1,00); em T12 {TH 12,1 (± 10,3) versus PRP 13,5 (± 10,5) versus SS 24,2 (± 11,5)} o grupo TH (p = 0,03) e o grupo PRP (p = 0,014) evoluíram melhor que o grupo SS, mas sem diferença entre os grupos TH e PRP (p = 1,00); em T52 {TH 14,2 (± 12,1) versus PRP 12,0 (± 10,8) versus SS 24,6 (± 12,2)} o grupo TH (p = 0,018) e o grupo PRP (p = 0,002) evoluíram melhor que o grupo SS, mas sem diferença entre os grupos TH e PRP (p = 1,00). Para a porcentagem de melhora, o grupo TH evoluiu melhor que os outros dois em todos os tempos (p = 0,032). Para a evolução radiográfica o grupo PRP foi aquele com menor evolução de classificação radiográfica de KLII para KL III; o grupo TH evoluiu de 17 para 24, o grupo SS de 17 para 30 e o grupo PRP de 20 para 21 (p = 0,015 em relação ao grupo SS). Conclusão: O grupo TH foi superior aos outros para porcentagem de melhora e para o WOMAC DOR e RIGIDEZ. Para o WOMAC FUNÇÃO, o grupo SS foi inferior aos outros. Para a evolução radiográfica segundo KL, o grupo PRP foi o que apresentou menor progressão. Não houve diferença entre a evolução dos três grupos para as outras variáveis.