A fisiologia como complemento do idealismo kantiano

Este texto discute a importância que Schopenhauer confere à fisiologia, na sua teoria do conhecimento, bem como o parecer do filósofo acerca da unilateralidade do idealismo transcendental de Kant. A partir disso, ressalta a necessidade da mútua complementação das perspectivas objetiva e subjetiva de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Cilene da Silva Santos, Katia
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Repositorio:Revista de Filosofia Aurora (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.pucpr.br:article/23443
Acceso en línea:https://periodicos.pucpr.br/aurora/article/view/23443
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Schopenhauer. Kant. Teoria do Conhecimento. Idealismo Transcendental. Fisiologia.
Descripción
Sumario:Este texto discute a importância que Schopenhauer confere à fisiologia, na sua teoria do conhecimento, bem como o parecer do filósofo acerca da unilateralidade do idealismo transcendental de Kant. A partir disso, ressalta a necessidade da mútua complementação das perspectivas objetiva e subjetiva de consideração do intelecto, para a plena compreensão da temática do conhecer. A concepção da formação do conhecimento elaborada por Schopenhauer parte do idealismo kantiano, mas é pensada para resolver questões que estavam abertas no contexto dos debates sobre a coisa em si e sobre a apreensão do dado, subsequentes à publicação de Crítica da razão pura. A fisiologia entra na teoria do conhecimento de Schopenhauer em dois pontos. Em primeiro lugar, por meio das sensações dos sentidos, ela enraíza a realidade do mundo como representação em elementos efetivamente a posteriori, tornando-o algo mais que simples aparência vazia de conteúdo. Em segundo lugar, as considerações fisiológicas acerca do cérebro permitem apontar a origem e a essência do conhecimento da perspectiva objetiva, explicando o processo do conhecer por uma via negligenciada por Kant. Em ambos os casos, Schopenhaer entende estar preenchendo lacunas do idealismo kantiano e superando as falhas que afastaram Kant do lado empírico mundo como representação.