O Estado Israelita na Exegese Bíblica de Dom Isaac Abravanel

A presente dissertação identifica na exegese bíblica de Dom Isaac Abravanel (1437-1508) elementos de um Estado preconizado para os israelitas no período bíblico. Seguindo seu longo comentário/sermão ao livro de Deuteronômio 16:18-20 e 17:8-20, tem-se um Estado constituído por tribunais e seus juízes...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Golovaty, Alexandre Gruenberg
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-04112021-220732
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8164/tde-04112021-220732/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Courts
Judges
Juízes
Monarchy
Monarquia
Poder
Power
Profetas
Prophets
Tribunais
Descripción
Sumario:A presente dissertação identifica na exegese bíblica de Dom Isaac Abravanel (1437-1508) elementos de um Estado preconizado para os israelitas no período bíblico. Seguindo seu longo comentário/sermão ao livro de Deuteronômio 16:18-20 e 17:8-20, tem-se um Estado constituído por tribunais e seus juízes, profetas e, eventualmente, um rei. Abravanel mostra-se extremamente crítico à opção pela monarquia, defendendo que, para os israelitas, o rei era absolutamente dispensável. A partir deste ponto, desenvolve um longo sermão em que defende alternativas de sistemas de governo às monarquias nacionais europeias. Abravanel as conheceu de perto como homem de Estado. Serviu diretamente aos reis Afonso V, de Portugal, e ao casal Fernando de Aragão e Isabel de Castela, na Espanha, como Ministro das Finanças. E soube usar sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de uma filosofia política que vai desde a concepção do ser humano em seu estado de natureza, abordando a origem da dominação e perda da igualdade entre os homens, estabelecimento de estruturas de poder e submissão das vontades individuais, o processo civilizatório e o direito de resistência de um povo perante o tirano.