A interpretação marginalista do consumo conspícuo: inconsistências e limitações da síntese neoclássica da Teoria da Classe Ociosa

Resumo A teoria do consumo conspícuo é um elemento da construção teórica Vebleniana elaborada originalmente em seu primeiro livro A Teoria da Classe Ociosa. O termo é entendido como o padrão de consumo (especialmente) da classe ociosa usado como símbolo de status, demonstração de prestígio individua...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Salles,Alexandre Ottoni Teatini, Camatta,Rafael Barbieri
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Economia e Sociedade
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:scielo:S0104-06182020000100237
Acceso en línea:http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182020000100237
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Consumo conspícuo
Interpessoalidade das preferências
Veblen, Thorstein, 1857-1929
Descripción
Sumario:Resumo A teoria do consumo conspícuo é um elemento da construção teórica Vebleniana elaborada originalmente em seu primeiro livro A Teoria da Classe Ociosa. O termo é entendido como o padrão de consumo (especialmente) da classe ociosa usado como símbolo de status, demonstração de prestígio individual e de distinção social. Assim sendo, apresenta um importante componente cultural em que as preferências são formadas endogenamente, sendo emulado pelas outras classes, tornando-se, portanto, um comportamento socializado. Em meados do século XX, esta ideia geral de que classes mais ricas procuram demonstrar riqueza através do consumo de bens de luxo foi absorvida pela microeconomia convencional. O objetivo deste artigo é examinar as características gerais do conceito Vebleniano e demonstrar as inconsistências e limitações de sua “neoclassização”. Conclui-se que sua interpretação neoclássica implicou em determinadas abstrações que viesaram a proposta original do autor institucionalista.