Stories de uma revolução: uma análise dos vídeos amadores feitos pelos apoiadores de Trump durante a invasão do Capitólio

Este trabalho propõe a análise de uma coleção de 551 vídeos amadores produzidos por apoiadores de Donald Trump durante a invasão do Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021. Esses vídeos foram inicialmente compartilhados na rede social Parler, majoritariamente utilizada por trumpistas, e posterior...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Oliveira, Matheus Rufino Gonçalves de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-18082025-151105
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27161/tde-18082025-151105/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:análise audiovisual
archive
arquivo
audiovisual analysis
invasão do Capitólio
Parler videos
US Capitol attack
vídeos amadores
Descripción
Sumario:Este trabalho propõe a análise de uma coleção de 551 vídeos amadores produzidos por apoiadores de Donald Trump durante a invasão do Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021. Esses vídeos foram inicialmente compartilhados na rede social Parler, majoritariamente utilizada por trumpistas, e posteriormente salvos por uma hacktivista, que os repassou à organização jornalística ProPublica. Partindo da premissa de que tais vídeos constituem um importante documento audiovisual de um acontecimento midiático e histórico, o primeiro capítulo examina a trajetória desses arquivos, desde sua produção até sua disponibilização pública, abordando os embates que se sucederam nos dias seguintes à invasão em torno da preservação e do apagamento dessas imagens. Para isso, recorre-se às noções de documento e monumento de Jacques Le Goff (1990), bem como ao método de análise histórica desenvolvido por Sylvie Lindeperg (2013), que investiga os caminhos migratórios das imagens. O capítulo discute ainda os desafios metodológicos de acessar, catalogar e trabalhar analiticamente com arquivos digitais efêmeros. A partir da construção de um banco de vídeos próprio, o segundo capítulo realiza uma análise audiovisual imanente do corpus, identificando padrões formais recorrentes e classificando os vídeos em três categorias de modos de filmar, a partir da agência dos trumpistas: os turistas, os enviados especiais e a vanguarda.