Elogio da tradução: uma leitura de Seu rosto amanhã, de Javier Marías

O escritor madrileno contemporâneo  Javier Marías vem privilegiando, em sua narrativa ficcional, a tradução. Com efeito, especialmente em sua trilogia, intitulada  Seu rosto amanhã (v.1:  Febre e lança; v.2: Dança e sonho; v.3: Veneno, sombra e adeus), publicada, respectivamente, em 2002, 2004 e 200...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Martirani, Maria Célia
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:TradTerm (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/36759
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/tradterm/article/view/36759
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Javier Marías
Translator
Art of translating
Fiction
Bausch.
Tradutor
Arte de traduzir
Ficção
Descrição
Resumo:O escritor madrileno contemporâneo  Javier Marías vem privilegiando, em sua narrativa ficcional, a tradução. Com efeito, especialmente em sua trilogia, intitulada  Seu rosto amanhã (v.1:  Febre e lança; v.2: Dança e sonho; v.3: Veneno, sombra e adeus), publicada, respectivamente, em 2002, 2004 e 2007, no Brasil pela Cia. das Letras, a arte de traduzir, sobretudo no 1º volume, assume papel central na estrutura do romance. Chama a atenção como ele a ficcionaliza e a torna complexa, transfigurando poeticamente muito de sua experiência real como tradutor. Nesse sentido, um dos traços recorrentes da obra, que aqui se pretende analisar, é o da exaltação da profissão de tradutor, que o protagonista narrador exerce e as consequências éticas a que isso conduz.  Nosso estudo visa, pois, verificar os procedimentos narrativos do romance, partindo de alguns conceitos da teoria da tradução e de tradutor, propostos por Kade e Albrecht, num primeiro momento e a seguir, do modelo tradutório, cuja base é a da concepção centralizadora do papel do tradutor como leitor particular, que re-cria o texto, nos termos de Bausch, numa releitura de Arcaini.