Heterogeneidade espacial ecotoxicológica de metais e suas implicações em reservatórios paulistas (Brasil) e para o Lago Titicaca (Peru)
Os ambientes aquáticos, principalmente os lacustres e de transição, sofreram com as mudanças e impactos como consequência dos fenômenos (naturais e artificiais) que acontecem dentro da sua bacia hidrográfica. Eventos como o crescimento urbano somado à falta de sistemas de tratamento de esgoto ameaça...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/237390 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/237390 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Toxicologia ambiental Reservatórios Sedimentos lacustres Paleolimnologia Environmental toxicology DLC Reservoirs Lake sediments Paleolimnology DLC |
| Resumo: | Os ambientes aquáticos, principalmente os lacustres e de transição, sofreram com as mudanças e impactos como consequência dos fenômenos (naturais e artificiais) que acontecem dentro da sua bacia hidrográfica. Eventos como o crescimento urbano somado à falta de sistemas de tratamento de esgoto ameaçam também o equilíbrio existente nestes corpos hídricos. O aporte de altos teores de nutrientes origina ocorrências de florações de algas que, em alguns casos, são inibidos por métodos paliativos e não resolvem o problema principal. O presente trabalho objetivou avaliar a heterogeneidade ecotoxicológica do sedimento superficial, mediante a quantificação e classificação dos metais segundo a sua qualidade, aplicando técnicas cartográficas, de sensoriamento remoto empregando guias de qualidade e índice de enriquecimento nos reservatórios Rio Grande (RG), Itupararanga (ITU) e Paiva Castro (PC) no Brasil, e no Lago Titicaca no Peru. Foi analisado o sedimento em perfil na Baía de Puno (BP), para quantificar a concentração de metais, bem como a geocronologia do sedimento para assim propor pela primeira vez valores regionais de referência na Baía de Puno. Para o sedimento superficial foram amostrados 47 pontos no RG, 52 no ITU, 50 no PC e 11 na BP. No caso do sedimento em perfil, foram dos pontos na Baía de Puno de 48 e 45 cm de profundidade ambos em triplicata, os que foram fatiados a cada 3 cm. A análise de metais foi realizada num espectrômetro de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado (ICP-OES) e sua classificação segundo o nível de efeito limiar TEL e o nível de efeito provável PEL. A geocronologia utilizou 210Pb, 226Ra e 137Cs num espectrômetro gama de germânio hiper puro (ORTEC), além disso, foram calculadas as taxas de sedimentação segundo o modelo de Fluxo Constante Sedimentação Constante (CFCS). O Cu foi o metal mais significativo nas amostras brasileiras, chegando a superar valores de 10 vezes o PEL no RG, enquanto o As foi relevante nas amostras peruanas com teores por cima de 3 vezes o PEL. A análise de sedimentação na Baía de Puno (0.48 ± 0.08 cm a-1 and 0.64 ± 0.07 cm a-1, para a baía externa e interna, respectivamente) indicam que as taxas estão relacionadas a eventos climáticos, isto na baía externa, e para a baía interna além dos climáticos, eventos de origem humano também foram observados. Estes resultados são fundamentais para os tomadores de decisões, bem como a população em geral para um melhor gerenciamento e conservação destes ambientes aquáticos. |
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