FIGURAÇÕES DANTESCAS SOBRE A AMAZÔNIA: O NORTE DE GOIÁS NA OBRA VIAGEM CIENTÍFICA
Nesse artigo discutiremos alguns aspectos da estrutura poética e retórica da obra “Viagem Científica: pelo norte da Bahia, sudoeste de Pernambuco, sul do Piauí e de norte a sul de Goiás” (1916), escrita pelos médicos do Instituto Manguinhos, Artur Neiva e Belisário Pena. Referenciando nossa análise...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Tocantins (UFT) |
| Repositorio: | EntreLetras |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.ufnt.acessoacademico.com.br:article/10641 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/entreletras/article/view/10641 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Amazônia; viagem científica; Norte de Goiás; retórica; paisagens dantescas. |
| Sumario: | Nesse artigo discutiremos alguns aspectos da estrutura poética e retórica da obra “Viagem Científica: pelo norte da Bahia, sudoeste de Pernambuco, sul do Piauí e de norte a sul de Goiás” (1916), escrita pelos médicos do Instituto Manguinhos, Artur Neiva e Belisário Pena. Referenciando nossa análise na concepção de história como narrativa e discurso ficcionalizado de Hayden White, buscamos compreender como as interpretações presentes nessa obra formularam paisagens de desolação e de tragicidade dantesca sobre o norte de Goiás, atualmente estado de Tocantins, a partir do primeiro quartel do século XX. As análises realizadas evidenciaram que os referidos médicos territorializaram os sertanejos goianos em uma rede de sentidos vinculada aos signos da doença, da pobreza e da inaptidão. |
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