Estudo da ativação e modulação da resposta imune contra a esporotricose experimental, a partir de vesículas extracelulares purificadas de células dendríticas

A esporotricose é uma zoonose micótica emergente e subcutânea, que afeta a pele, o sistema linfático e outros órgãos de humanos e animais. Assim como outras doenças infecciosas fúngicas, se torna ainda mais grave quando acomete pacientes imunossuprimidos. Essa infecção possui distribuição global e é...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Jennifer Lacerda da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05062024-151655
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9142/tde-05062024-151655/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Células dendríticas
Dendritic cells
Esporotricose
Extracellular vesicles
Immune response, Sporothrix brasiliensis
Resposta imune
Sporothrix brasiliensis
Sporotrichosis
Vesículas extracelulares
Descripción
Sumario:A esporotricose é uma zoonose micótica emergente e subcutânea, que afeta a pele, o sistema linfático e outros órgãos de humanos e animais. Assim como outras doenças infecciosas fúngicas, se torna ainda mais grave quando acomete pacientes imunossuprimidos. Essa infecção possui distribuição global e é endêmica em algumas regiões do Brasil e de outros países tropicais e subtropicais, sendo um problema de saúde pública importante em nosso país. A doença é causada por um complexo de pelo menos quatro espécies patogênicas, incluindo o Sporothrix brasiliensis (S. brasiliensis). A resposta imunológica contra estas espécies ainda não é completamente elucidada, mas estruturas como as vesículas extracelulares (VEs) poderiam transportar componentes importantes que podem contribuir na modulação e no controle desta importante infecção. Assim, o objetivo deste trabalho, é analisar a participação das VEs de células dendríticas (DCs) naive e VEs de DCs previamente primadas com leveduras de S. brasiliensis e primadas com VEs do fungo, na resposta imune contra a esporotricose experimental em modelos murinos. Para isso, as DCs obtidas da medula óssea de camundongos, foram cultivadas com leveduras de S. brasiliensis ou com VEs do fungo e posteriormente, VEs totais das DCs foram purificadas a partir de ultracentrifugação e analisadas quanto a sua participação na modulação da resposta imunológica. Essas VEs foram utilizadas em protocolo profilático em modelos murinos, previamente a infecção subcutânea experimental. Foi observado o diâmetro médio das lesões no decorrer de 35 dias de infecção e a carga fúngica da lesão na pele. Os resultados obtidos mostram que as VEs de DCs naive, e VEs de DCs previamente cultivadas com leveduras do fungo ou com VEs fúngicas, são capazes de modular a carga fúngica. Os grupos que receberam VEs de DCs de forma profilática, de modo geral apresentaram diminuição significativa da carga fúngica em relação ao grupo controle. Na análise comparativa apenas dos grupos que receberam a profilaxia, observa-se que o uso de VEs de DCs naive, resultam em uma carga fúngica maior que o uso de VEs de DCs previamente ativadas, e quando as DCs são ativadas com levedura, essa carga fúngica é a menor. Quando analisamos o perfil de citocinas na pele de camundongos tratados com as VEs previamente a infecção, observamos aumento de IFN-γ, TNF-α, IL-17 e IL-10 principalmente nos animais previamente tratados com VEs de DCs que foram ativadas com leveduras. Em relação às citocinas produzidas, podemos sugerir até o momento, uma resposta imunológica mista, mas que de alguma maneira, ainda não esclarecida, devem contribuir para melhor controle do processo infeccioso in vivo. Em relação a linfoproliferação, observa-se principalmente um aumento de linfócitos T CD4+ quando acrescentamos VEs de DCs que não foram previamente ativadas, mostrando uma ação de uma resposta mais inespecífica. Vale ressaltar que todos os protocolos profiláticos foram capazes de modular e minimizar o crescimento fúngico, quando comparados ao controle, ou seja, as VEs contribuíram com o controle da infecção e agiram a favor do hospedeiro, demonstrando um caráter protetivo.