Desvendando Luíza Mahin: um mito libertário no cerne do feminismo negro
O presente trabalho discute o processo de mitificação que garantiu a manutenção de Luíza Mahin no imaginário afrobrasileiro. Parte-se do pressuposto de que o Feminismo Negro foi o principal responsável pelo seu desenvolvimento enquanto mito. Para tanto, foram analisadas as produções de Luiz Gama, Pe...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE) |
| Repositorio: | Repositório Digital do Mackenzie |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.mackenzie.br:10899/24714 |
| Acceso en línea: | http://dspace.mackenzie.br/handle/10899/24714 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Luíza Mahin feminismo negro mulheres negras cultura afrobrasileira mito identidade Luiza Mahin black feminism black women. African-Brazilian culture myth identity CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Sumario: | O presente trabalho discute o processo de mitificação que garantiu a manutenção de Luíza Mahin no imaginário afrobrasileiro. Parte-se do pressuposto de que o Feminismo Negro foi o principal responsável pelo seu desenvolvimento enquanto mito. Para tanto, foram analisadas as produções de Luiz Gama, Pedro Calmon e Arthur Ramos, entendidas aqui como norteadoras das produções das feministas negras. No período estabelecido entre 1980 e 2006 foram analisadas ações do Feminismo Negro que resultaram no fortalecimento de Luíza Mahin no imaginário afrobrasileiro como a cartilha Mulher Negra tem História, poemas das escritoras Alzira Rufino e Miriam Alves, a inauguração da Praça Luiza Mahim entre outras, por fim o romance Um defeito de cor de Ana Maria Gonçalves. Considerada uma das figuras de maior representatividade na memória do movimento negro, Luíza Mahin mãe do poeta, advogado e abolicionista Luiz Gama teria sido uma das líderes da maior revolta de escravos de que se tem notícia no Brasil, o Levante dos Malês, ocorrido na cidade de Salvador em 1835. No intuito de superar a violência simbólica exercida pelos estereótipos em torno da mulher negra, o Feminismo Negro procurou positivar a imagem das afrobrasileiras recorrendo à reelaboração e valorização das histórias de suas antecessoras. Consideradas heroínas, as trajetórias dessas mulheres foram também empregadas no sentido de forjar uma identidade que favorecesse a luta empreendida pelas organizações de mulheres negras. Compreende-se aqui o mito como agente na configuração de identidades individuais ou coletivas conforme a perspectiva de Ernest Cassirer em Filosofia das Formas Simbólicas, segundo a qual o mito como matriz de significação viabiliza a apreensão do mundo permitindo à consciência humana agir sobre ele. Justifica-se assim a afirmação feita pelo historiador João José Reis, em que define Luíza Mahin como um mito libertário |
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