O labirinto existencial-religioso: a dialética entre forma e conteúdo no estilo da obra Kierkegaardiana

A dialética entre forma e conteúdo perpassa a obra kierkegaardiana desde a sua crítica aos sistemas filosóficos existenciais e à cristandade, até a tarefa que ela assume de suscitar a subjetividade em seu leitor em face de um critério absoluto religioso. Portanto, o que é dito está intimamente refle...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Paulo Henrique da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/6889
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6889
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Forma
Conteúdo
Dialética
Comunicação indireta
Kierkegaard
Obra kierkegaardiana
Form
Content
Dialectic
Indirect communication
Authorship
Descripción
Sumario:A dialética entre forma e conteúdo perpassa a obra kierkegaardiana desde a sua crítica aos sistemas filosóficos existenciais e à cristandade, até a tarefa que ela assume de suscitar a subjetividade em seu leitor em face de um critério absoluto religioso. Portanto, o que é dito está intimamente refletido no como se diz, e o como se diz é estritamente modulado pelo que se quer dizer. Neste contexto, defendo que a comunicação indireta se coloca não só como um recurso estilístico formal para a abordagem de um conteúdo existencial-religioso inefável, mas como uma exigência deste conteúdo sobre a formalidade da obra. Mediante esta exigência, exponho a tensão e a sua implicação para o questionamento da autoridade de Kierkegaard em meio aos recursos estilísticos demandados, como a ironia e a pseudonímia, ao passo que procuro exercer, no próprio texto, esta tensão. Com isso, além de indicar que tal dialética exige uma reconsideração do próprio fazer filosófico, quanto ao estudo da própria obra kierkegaardiana, inclusive, indico que o estilo kierkegaardiano não admite nenhum tipo de cartografia sem que, para isso, se incorra no erro de assassinar o seu conteúdo.