EXTERIORIZAÇÃO DA VIDA E ALIENAÇÃO NOS MANUSCRITOS ECONÔMICO-FILOSÓFICOS DE 1844 DE KARL MARX
Os Manuscritos de 1844 de Karl Marx são frequentemente compreendidos como textos superados pelo suposto Marx “maduro” e “científico”, sendo, portanto, retratados como uma curiosidade do passado “filosófico” do autor. O presente artigo pretende demonstrar que a superação fundamen...
| Author: | |
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| Format: | article |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2018 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) |
| Repository: | Sapere Aude (Belo Horizonte. Online) |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:ojs.periodicos.pucminas.br:article/18672 |
| Online Access: | https://periodicos.pucminas.br/SapereAude/article/view/18672 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | alienação apropriação humana capitalismo exteriorização ser social |
| Summary: | Os Manuscritos de 1844 de Karl Marx são frequentemente compreendidos como textos superados pelo suposto Marx “maduro” e “científico”, sendo, portanto, retratados como uma curiosidade do passado “filosófico” do autor. O presente artigo pretende demonstrar que a superação fundamental com o idealismo jᠠ havia se concretizado por ocasião da redação dos Manuscritos, assim como colocar em evidência a categoria central e fio condutor desses rascunhos: aquela da exteriorização da vida - tanto em seus aspectos abstratos, quanto na configuração da vida social nos marcos do capitalismo. Assim, propõe-se neste texto argumentar em favor da continuidade e aprofundamento da abordagem da alienação do trabalho como tema central em Marx desde 1844 até o fim da vida. Este artigo é resultado da pesquisa na qual busquei averiguar, através da análise imanente dos Manuscritos de 1844 de Marx, a pertinência da proposta interpretativa de Lukács em Para uma Ontologia do Ser Social (1981), onde situa objetivação e alienação como complexo unitário distinto do fenômeno do estranhamento. Na análise do texto de Marx tal compreensão não se confirma, o que não compromete a riqueza e pertinência da abordagem do autor húngaro. |
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