Avaliação da função ventricular esquerda em ratos submetidos à desnutrição protéica.
A desnutrição protéica pode afetar o funcionamento dos processos fisiológicos do organismo. Nosso laboratório mostrou que a desnutrição protéica pós desmame produz alterações envolvidas direta ou indiretamente com o sistema cardiovascular. Outros trabalhos mostraram que a desnutrição pré natal “prog...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2011 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFOP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufop.br:123456789/2579 |
| Acceso en línea: | http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2579 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Desnutrição Sistema cardiovascular Insuficiência cardiaca Coração - ventrículos Coração - doenças |
| Sumario: | A desnutrição protéica pode afetar o funcionamento dos processos fisiológicos do organismo. Nosso laboratório mostrou que a desnutrição protéica pós desmame produz alterações envolvidas direta ou indiretamente com o sistema cardiovascular. Outros trabalhos mostraram que a desnutrição pré natal “programa” o feto para doenças cardiovasculares na vida adulta, assim como a desnutrição pós natal leva a importantes disfunções cardíacas. Baseado nos achados que demonstraram prejuízo direto ao músculo cardíaco causado pela restrição alimentar e resultados obtidos em nosso laboratório, que mostraram diversas alterações no sistema cardiovascular causadas pela desnutrição protéica, decidimos avaliar se a desnutrição protéica pós desmame estaria causando um prejuízo direto ao músculo cardíaco, ao nível do ventrículo esquerdo. Foram utilizados ratos fischer, divididos nos grupos: Normonutridos (n=10) e Desnutridos (n=10), que receberam, durante 35 dias, respectivamente, 15% e 6% de proteína na dieta. Sob anestesia, foi realizada uma cateterização do ventrículo esquerdo e, com os animais acordados, a aquisição dos dados. Os resultados mostraram que a desnutrição protéica reduziu o peso corporal (229,2 ± 17 vs. 69,7 ± 10,9 g; P<0,05) não modificando a frequência cardíaca (FC) basal (393,1 ± 51 vs. 373,7 ± 68,4 bpm), a duração sistólica (DS) (0,0891 ± 0,01 vs. 0,0975 ± 0,02 s), a duração diastólica (DD) (0,0657 ± 0,01 vs. 0,0707 ± 0,02 s), a duração do ciclo (DC) (0,1548 ± 0,01 vs. 0,1682 ± 0,04 s) e a variação de pressão intraventricular esquerda ( PVE) (128,31 ± 9,36 vs. 119,58 ± 12,37 mmHg). A avaliação dos índices contráteis do ventrículo esquerdo mostra que a desnutrição não modificou o índice de contratilidade (IC) (93,18 ± 23 vs. 82,38 ± 14 1/s), entretanto, reduziu a medida de contratilidade dP/dT máximo (5450,05 ± 1164 vs. 4165,65 ± 1007 mmHg/s; P<0,05), a dP/dT mínimo (4902,22 ± 947 vs. 3469,63 ± 1030 mmHg/s; P<0,05) e a dP/dT no período de relaxamento isovolumétrico (IRP) (2934,22 ± 605 vs. 2205,29 ± 645 mmHg; P<0,05); A desnutrição também aumentou a pressão diastólica final do ventrículo esquerdo (PDFVE) (4,12 ± 1,0 vs. 5,78 ± 1,6 mmHg; P<0,05) e o tempo de relaxamento isovolumétrico (TAU) (0,015 ± 0,003 vs. 0,029 ± 0,018 s; P<0,05). Foi avaliada a influência do sistema nervoso autônomo sobre a contratilidade cardíaca através do bloqueio simpático ou parassimpático com atenolol e atropina, respectivamente. Nós observamos que o bloqueio simpático causou maior queda de frequência cardíaca e contratilidade em animais desnutridos. E ainda, o bloqueio parassimpático causou menor aumento de frequência cardíaca nos animais desnutridos. Estes resultados mostram que o sistema nervoso simpático parece governar a performance cardíaca em animais desnutridos Estes resultados sugerem que a desnutrição protéica pós-desmame foi capaz de alterar a função cardíaca, principalmente no que diz respeito à contratilidade e função diastólica, que são determinantes na caracterização da insuficiência cardíaca. |
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