Acessibilidade Digital e Inclusão: o que podemos aprender com a ética hacker?

Esta dissertação discute a construção de uma cultura de inclusão e acessibilidade no ambiente escolar, por meio de uma pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Júlia Cortines. Ancorada na metodologia cartográfica e nos princípios da ética hack...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Magalhães, Maria Paula Gonzaga
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/40215
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/40215
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Educação inclusiva
Acessibilidade digital
Ética Hacker
Inclusão social
Hacker
Inclusive Education
Digital Accessibility
Hacker Ethics
Descrição
Resumo:Esta dissertação discute a construção de uma cultura de inclusão e acessibilidade no ambiente escolar, por meio de uma pesquisa-intervenção realizada com estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Júlia Cortines. Ancorada na metodologia cartográfica e nos princípios da ética hacker, a investigação adotou como eixo central a promoção da acessibilidade digital e da reflexão crítica sobre o capacitismo, explorando dispositivos pedagógicos que favorecessem o protagonismo infantil e a produção coletiva de conhecimento. O percurso foi constituído por uma sequência de oficinas que mobilizaram experiências sensoriais, práticas audiovisuais, discussões sobre linguagem e representações midiáticas, além da criação de um curta-metragem. A pesquisa articulou teoria e prática ao reconhecer a escola como espaço de disputas simbólicas e de produção de subjetividades, tensionando normas e ampliando o repertório dos estudantes sobre inclusão. Os desafios enfrentados, como a precariedade da infraestrutura, a limitação no acesso à internet e a necessidade de adaptação às especificidades dos sujeitos, revelaram a complexidade de uma prática pedagógica verdadeiramente inclusiva. Ao mesmo tempo, a participação ativa dos estudantes, suas produções discursivas e seus deslocamentos de perspectiva demonstraram a potência formativa das experiências vividas. A experiência demonstra que a inclusão não se realiza apenas pela presença física de estudantes com deficiência, mas pela reconfiguração das formas de ensinar, aprender e se relacionar com a diferença. A experiência evidenciou que a acessibilidade deve ser entendida como um direito, e não como uma concessão, sendo fundamental a construção de uma educação que seja sensível às singularidades e comprometida com a justiça social. Esta dissertação, portanto, não apresenta uma conclusão definitiva, mas aponta caminhos para a invenção de práticas educativas mais abertas, afetivas e colaborativas, nas quais a inclusão seja vivida como experiência ética e política cotidiana.