DESCRIÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ÓBITOS POR MENINGOENCEFALITE PNEUMOCÓCICA NO ESTADO DO MATO GROSSO NOS ÚLTIMOS 5 ANOS

A meningoencefalite pneumocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal, sendo causada pelo Streptococco pneumoniae, agente mais comum na faixa etária de 1 mês de vida até 60 anos. Esta patologia determina o quadro clínico de maior gravidade dentre as out...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Borghetti, Giovanna Sulzbacher, Carvalho, Caio Leal, Maciel, Lucas Rangel Antunes, Neves, Nathalia Saboia Campos Borbon Novis, Elias, Rosa Maria
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Centro Universitário Uningá
Repositorio:Revista Uningá (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revista.uninga.br:article/3898
Acceso en línea:https://revista.uninga.br/uninga/article/view/3898
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Epidemiologia
Fatores epidemiológicos
Meningite
Meningites bacterianas
Meningite pneumocócica
Óbitos por meningoencefalite pneumocócica
Descripción
Sumario:A meningoencefalite pneumocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal, sendo causada pelo Streptococco pneumoniae, agente mais comum na faixa etária de 1 mês de vida até 60 anos. Esta patologia determina o quadro clínico de maior gravidade dentre as outras etiologias, apresentando-se através de febre, cefaléia, rigidez de nuca e alteração do estado mental. O diagnóstico ocorre através da punção lombar do líquor cefalorraquidiano, onde é possível determinar o tipo de agente causador. O tratamento baseia-se principalmente na administração de antibióticos, tendo como principal exemplo o ceftriaxone. Quando não tratada, a doença apresenta taxa de letalidade de até 30%, sendo a septecemia a maior causa de óbito nestes pacientes. Neste estudo, será analisado o perfil epidemiológico dos óbitos caudados por essa doença, sendo possível determinar o grupo de maior risco e assim direcionar o melhor tratamento para estes pacientes, na tentativa de minimizar a evolução para o óbito. O objetivo deste resumo foi analisar o perfil de óbitos causados por meningoencefalite pneumocócica no estado do Mato Grosso no período entre 2015 à 2019.Trata-se de um estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa e descritiva dos óbitos ocorridos no estado de Mato Grosso por meningite pneumocócica, no período de 2015-2019, a partir da coleta de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), sendo divididos em subgrupos de faixa etária e sexo, e analisados no Excel 2016. No período analisado, foram registrados 99 óbitos por meningoencefalite no estado de Mato Grosso. Destes, o agente Streptococco pneumoniae foi responsável por 16 óbitos, caracterizando 16,1% do total. Em relação à idade, o grupo de maior risco foi determinado pela faixa etária de 40-59 anos, apresentando 8 casos (50%), seguidos por menores de 1 ano, que determinaram 3 óbitos. Quanto ao sexo, houve predominância no sexo feminino, com 10 casos (62,5%). O presente estudo mostra que a meningoencefalite causada pelo agente Streptococco pneumoniae é um fator de mal prognóstico para a doença, sendo comum a alta taxa de letalidade. A partir da análise do perfil de incidência dos casos em MT é sugerido uma maior vigilância e um tratamento mais agressivo direcionado ao grupo de risco, a fim de evitar uma evolução para o óbito do paciente.