O paradigma da sacralidade humana: uma leitura sobre o Homo Sacer na obra de Giorgio Agamben
Buscando compreender a origem e o fundamento da estrutura política de seu tempo, na trilha de Michel Foucault, o jusfilósofo italiano Giorgio Agamben realiza investigação arqueológico-genealógica, que resulta no seu projeto filosófico (composto por nove livros) intitulado Homo Sacer. Ao longo de sua...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional PUC-Campinas |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/14881 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/14881 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Homo sacer Sagrado Soberania Estado de exceção Biopolítica Sacred Sovereignty State of exception Biopolitics |
| Sumario: | Buscando compreender a origem e o fundamento da estrutura política de seu tempo, na trilha de Michel Foucault, o jusfilósofo italiano Giorgio Agamben realiza investigação arqueológico-genealógica, que resulta no seu projeto filosófico (composto por nove livros) intitulado Homo Sacer. Ao longo de sua pesquisa, o autor identifica e propõe paradigmas que o auxiliam a responder a tal objetivo, dentre estes, retoma do direito arcaico romano a figura do homo sacer que, naquele contexto, remetia à exclusão, ao banimento de um homem de sua comunidade, sendo vetado seu sacrifício aos deuses: tornava-se matável e insacrificável. A partir do amplo quadro teórico apresentado por Agamben em torno da articulação entre vida nua (homo sacer) e soberania, pretende-se, por esta dissertação, “lançar luz” sobre o homo sacer, que se configura, na sua obra, como o referencial da política ocidental. Para tanto, torna-se indispensável compreender sua articulação a outros conceitos e paradigmas desenvolvidos na pesquisa de Agamben, como, por exemplo, estado de exceção, bando e campo, discussão que se localiza mais diretamente nas três primeiras obras do projeto, a saber, Homo Sacer I (1995), O que resta de Auschwitz (1998) e Estado de exceção (2003). O percurso metodológico adotado nesta dissertação foi o bibliográfico, e o aprofundamento na temática implicou no estudo de autores chave no trabalho de Agamben. A função política atribuída pela sacralidade à vida instiga ampla reflexão e argumentação acerca dos conceitos e concepções que se consolidaram sobre a tradição ocidental, bem como a respeito da compreensão dos problemas crescentes no tempo presente. |
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