A qualidade dos espaços públicos de lazer na urbanização contemporânea: o caso das periferias do município de Campinas

O rápido e desigual processo de urbanização no Brasil nos últimos 50 anos tem trazido desafios para a implantação e gestão das áreas de lazer nas periferias das grandes cidades. Este artigo analisa e discute como os espaços livres de uso público previstos nos projetos de loteamento em regiões perifé...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Bernardini, Sidney Piochi, Carmo, Carolina Guida Cardoso do
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2021
País:Brasil
Recursos:Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC)
Repositório:Ambiente construído (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/99620
Acesso em linha:https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/99620
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:espaço de lazer público
espaços abertos
praças
urbanização contemporânea
Descrição
Resumo:O rápido e desigual processo de urbanização no Brasil nos últimos 50 anos tem trazido desafios para a implantação e gestão das áreas de lazer nas periferias das grandes cidades. Este artigo analisa e discute como os espaços livres de uso público previstos nos projetos de loteamento em regiões periféricas do município de Campinas, no estado de São Paulo, foram tratados pela municipalidade entre 1970 e 2010. No caso daqueles convertidos em áreas de lazer, a pesquisa procurou verificar se alguns atributos referenciados pela literatura foram considerados, tomando como recorte territorial de análise duas regiões opostas do ponto de vista da configuração socioeconômica de sua população para posterior comparação entre elas. Os resultados demonstraram que a larga maioria desses espaços livres de uso público não teve intervenções para torná-los áreas de lazer. Além disso, diferença em termos de tratamento naqueles que tiveram intervenções foi constatada entre as duas regiões analisadas. Enquanto na região nordeste, predominantemente ocupada por população de maior poder aquisitivo, as áreas de lazer possuem menos acessibilidade social e melhor qualidade paisagística, na região sudeste, ocupada predominantemente por população de baixa renda, as áreas de lazer são mais acessíveis e mais coesas, mas menos equipadas e com menor qualidade paisagística.