Conhecimento de médicos sobre comunicação de más notícias: estudo de tipo survey

Objetivos: Avaliar o conhecimento dos médicos candidatos a programas de residência médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) sobre comunicação de más notícias (CMN). Método: Foi aplicado um questionário com perguntas relacionadas à CMN a 2.418 médicos candidatos aos programas de residênc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alveno, Daniel Antunes [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/74166
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11600/74166
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Comunicação em saúde
Educação médica
Residência médica
Revelação da verdade
4. Educação de qualidade
Descripción
Sumario:Objetivos: Avaliar o conhecimento dos médicos candidatos a programas de residência médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) sobre comunicação de más notícias (CMN). Método: Foi aplicado um questionário com perguntas relacionadas à CMN a 2.418 médicos candidatos aos programas de residência médica da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Foram analisados os seguintes desfechos: Frequência de respostas geral sobre conhecimento de CMN; Comparação entre as respostas dos grupos de candidatos a programas de residência Clínicos versus cirúrgicos e, por fim, a comparação entre candidatos que prestaram programas de Acesso Direto versus os que prestaram programas de Especialidades. Resultados: Mais de 90% dos médicos não se sentem capacitados para a realização de CMN e aproximadamente 40% nunca recebeu treinamento específico, consideram que o tipo de notícia mais difícil de ser dado é o óbito. Quase 29% não conhecem a existência de protocolos para comunicação de más notícias. Na comparação entre programas Clínicos X Cirúrgicos, um percentual mais elevado de candidatos a cirurgiões se considera mais capacitado à CMN, compactuam mais com o cerco do silêncio e consideram incorretas as manifestações emocionais durante a CMN. Um percentual mais elevado de candidatos do grupo Acesso Direto teve aulas e treinamento de CMN, conhecem muito mais frequentemente o protocolo SPIKES. Conclusão: A maioria dos médicos não se sentem capacitados para a realização de comunicação de más notícias e boa parte nunca recebeu treinamento específico, apresentam dificuldades para realizar tal conduta em suas rotinas. Os futuros cirurgiões tendem a ser mais pragmáticos e apresentar menor capacidade para lidar com situações emocionais, pessoais ou que envolvam contato físico do que os futuros médicos de Especialidades Clínicas.