“Imaginación Razonada” e tramas de mundos possíveis: Adolfo Bioy Casares e a continuidade da literatura fantástica
A formação de uma análise crítica acerca da narrativa fantástica não coincide com a etapa de seu surgimento: seu estudo apenas se consolidaria, na França, a partir da segunda metade do século XX. Os principais teóricos – desde o francês Pierre-George Castex ao espanhol David Roas – reconhecem seu ap...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/13341 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13341 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Bioy Casares Literatura fantástica Modos narrativos Mitos literários |
| Sumario: | A formação de uma análise crítica acerca da narrativa fantástica não coincide com a etapa de seu surgimento: seu estudo apenas se consolidaria, na França, a partir da segunda metade do século XX. Os principais teóricos – desde o francês Pierre-George Castex ao espanhol David Roas – reconhecem seu aparecimento na literatura ainda no Século das Luzes: desde suas origens, os autores que cultivaram tal modo literário, de alguma maneira desestabilizam a regularidade do mundo representado; abre-se, portanto, a pergunta por seus limites, por sua ontologia e sua possibilidade – e mesmo a do leitor, que, a partir da recepção, ao ativar a anomalia, funda suas próprias perquirições. Com inúmeras mudanças ocorridas nos dois últimos séculos, o fantástico, pode-se dizer, expandiu suas possibilidades, posto que, cada vez mais, pode suscitar fissuras: entre outros possíveis, opera precisamente provocando rupturas no modelo paradigmático que adotamos, frente a um universo cada vez mais vasto e desconhecido. Nesse sentido, a obra do escritor argentino Adolfo Bioy Casares se insere no âmbito da produção fantástica renovando-a e reconfigurando-a, a partir de textos inaugurais, a saber, La invención de Morel (1940) e La trama celeste (1948). Distanciando-se da ornamentação gótica com seus vampiros e fantasmas, bem como de eventos sobrenaturais, as tramas rigorosas desse autor fundam a literatura fantástica na ficcionalização de hipóteses científicas ou filosóficas, conduzidas por uma imaginação que não prescinde da razão. |
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