Arquitetura moderna nos trópicos: exemplos em Pernambuco

A participação de Pernambuco na formação da arquitetura moderna brasileira data dos primeiros anos do modernismo do país. No Recife, as discussões sobre a nova arquitetura recaiam sobre um problema básico: o clima tropical. A identidade da arquitetura não deveria apenas ter um caráter nacional mas,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Daniele Abreu e
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12062025-104759
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-12062025-104759/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:ARQUITETURA MODERNA -- PERNAMBUCO
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Descripción
Sumario:A participação de Pernambuco na formação da arquitetura moderna brasileira data dos primeiros anos do modernismo do país. No Recife, as discussões sobre a nova arquitetura recaiam sobre um problema básico: o clima tropical. A identidade da arquitetura não deveria apenas ter um caráter nacional mas, antes de tudo, regional. O clima era a justificativa primordial para defender a criação de uma nova arquitetura que, além de responder as necessidades de um novo tempo, seria capaz de trazer o conforto climático, fundamental para a vida nos trópicos.Após experiência de Luiz Nunes, de 1934 a 1937, o Recife passou por um período com poucos obras modernas edificadas, mas a partir de 1950 esse panorama mudou radicalmente. Nas décadas seguintes houve uma clara hegemonia do modernismo na produção arquitetônica de Pernambuco. Além da linguagem moderna, a busca formal de elementos de adaptação climática é a característica dominante e que dá particularidade à arquitetura pernambucana. Embora com distintas manifestações formais, a aproximação dos métodos projetuais e da ideologia dos arquitetos atuantes em Pernambuco, neste período, apontam para referências semelhantes. Mas até que ponto os elementos criados visando à adaptação realmente funcionam? Era realmente interesse aos arquitetos criar um modernismo tropical? Na tentativa de auxiliar a resposta destes questionamentos, foram levantadas informações sobre 140 edifícios construídos entre as décadas de 50, 60 e 70 na cidade do Recife. Deste universo, foram selecionados 67 obras para avaliação formal e sobre os aspectos de conforto térmico e lumínico. A proposta é não apenas apresentar um fichamento da arquitetura moderna pernambucana, mas avaliar a coerência entre o discurso modernista de uma arquitetura tropical e o real alcance de suas obras.