Efeitos motores de um programa de exercício aeróbio na função do membro superior parético em pacientes hemiparéticos crônicos pós acidente vascular encefálico

Objetivo: Verificar os efeitos de um protocolo de exercício aeróbio (EA) de intensidade moderada, executado com os membros inferiores (MMII) na função do membro superior (MS) parético, em pacientes crônicos pós AVE e a relação do hemisfério cerebral lesado na resposta ao tratamento. Além disso, aval...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Catapani, Lígia Brancalion
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19082020-104452
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-19082020-104452/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acidente vascular encefálico
Aerobic exercise
Exercício aeróbio
Hemiparesia
Hemiparesis
Lower limb
Membro superior
Reabilitação
Rehabilitation
Stroke
Upper limb
Descripción
Sumario:Objetivo: Verificar os efeitos de um protocolo de exercício aeróbio (EA) de intensidade moderada, executado com os membros inferiores (MMII) na função do membro superior (MS) parético, em pacientes crônicos pós AVE e a relação do hemisfério cerebral lesado na resposta ao tratamento. Além disso, avaliar efeitos específicos nos MMII relacionados a velocidade e desempenho da marcha. Métodos: 30 participantes com AVE crônico, previamente destros, realizaram 4 tipos de EA envolvendo os MMII, com intensidade de 60-70% frequência cardíaca máxima, 2 vezes por semana, 30 minutos por dia, durante 12 semanas. Foram realizadas avaliações no início, final do 1º, 2º e 3º mês e após 4 semanas de intervenções, utilizando dinamometria de preensão palmar, eletromiografia de superfície (EMG) nos flexores e extensores do punho, Wolf Motor Function Test (WMFT), Fugl-Meyer Assesment (FMA), escala Ashworth, teste de caminhada de 10 metros (TC10M) e de 6 minutos (TC6Min). Os participantes foram divididos em grupo lesão no hemisfério cerebral esquerdo (LHE) e lesão no hemisfério direito (LHD). Para a análise dos testes de caminhada, foram novamente subdivididos de acordo com desempenho, abaixo (GPBB) ou dentro (GPBN), dos valores de normalidade de cada teste. A estatística foi realizada utilizando uma Anova de 2 vias e uma ANCOVA, valor de p significativo considerado <0,05. Resultados: finalizaram o protocolo 25 participantes com idade média de 62,44 anos (±7,62). Observamos maior efeito global do tratamento no grupo LHE representado pelo aumento na ativação dos flexores de punho (F=6,52), pela qualidade do movimento do MS parético e menor tempo de execução das tarefas funcionais na escala de WMFT (F=17,17). Os dados do TC6Min mostraram para o GPBB e LHE na avaliação 4 e segmento um aumento no desempenho da marcha em comparação com o GPBN nas mesmas avaliações (F=14,64). A análise intergrupos de GPBB e LHE mostrou aumento do desempenho nas avaliações 2, 3, 4 e segmento em comparação com a avaliação 1, ainda na avaliação 4, e segmento em comparação com a avaliação 2 (F= 7,70). LHD e o grupo GPBB mostraram aumento no desempenho apenas no segmento em comparação com o GPBN na mesma avaliação (F= 14,64). Os dados do TC10M mostraram GPBB e LHE para as avaliações 4 e segmento um aumento na velocidade da marcha em comparação com a avaliação 1. A análise intragrupo do GPBB mostrou um aumento de velocidade na avaliação 3, 4 e segmento em comparação à avaliação 1 (F=5,33). Conclusão: O EA inespecífico não foi capaz de melhorar aspectos do MS parético mas demonstrou a importância da lateralidade ao produzir efeitos globais superiores na ativação elétrica e função do MS parético nos participantes com LHE em relação aos com LHD, ainda demonstramos que participantes com LHE e baixo desempenho na tarefa de caminhada se beneficiam de exercícios aeróbios realizados em moderada intensidade.