A dimensão afetiva da arte: Mário Pedrosa e a percepção estética
Esta tese apresenta uma reflexão sobre as aproximações do crítico brasileiro Mário Pedrosa em relação aos estudos da percepção humana, embasado por seu interesse na dimensão afetiva da arte. Com o objetivo de averiguar as reverberações das teorias da percepção sobre a criação artística e a recepção...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-04032020-150830 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-04032020-150830/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Afetividade Affectivity Art criticism Crítica de arte Mário Pedrosa Percepção Perception Psicologia da forma Psychology of form |
| Sumario: | Esta tese apresenta uma reflexão sobre as aproximações do crítico brasileiro Mário Pedrosa em relação aos estudos da percepção humana, embasado por seu interesse na dimensão afetiva da arte. Com o objetivo de averiguar as reverberações das teorias da percepção sobre a criação artística e a recepção estética, foi analisado um conjunto de textos do crítico, escrito no período de 1947-67, que abordava o tema proposto. A partir de um panorama das referências teóricas de Mário Pedrosa, vislumbramos descrever sua noção de afetividade, com suporte em suas análises acerca da produção artística de alienados e de crianças. Tais análises foram consequência das oficinas terapêuticas de Nise da Silveira, no Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, e das Escolinhas de Arte para crianças, ambas realizadas no Rio de Janeiro, na década de 1940. Nossa tese propõe que o crítico compôs a noção de afetividade a partir de uma trajetória de estudos sobre a percepção e frequentação da arte. Concebemos o argumento que o contato sensível com a arte possibilita o desenvolvimento de uma relação afetiva do indivíduo com seu mundo. Pontuamos, ainda, que a natureza afetiva da arte é capaz de desenvolver gradativamente, no indivíduo, um olhar sensível sobre si mesmo e sobre os outros. As experiências de Engenho de Dentro e das escolas infantis corroboraram com esta tese, e evidenciaram a força terapêutica e educativa que a arte pode ter. |
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