Canto gregoriano e silêncio: dialogando com o universo sonoro de um mosteiro beneditino

Esta pesquisa se propôs a estabelecer um diálogo com o monaquismo beneditino, a partir de seu universo sonoro: canto gregoriano e silêncio. A fim de compreendermos e situarmos a figura do monge beneditino nos contextos sociais, traçamos, inicialmente, uma retrospectiva histórico-religiosa das origen...

Full description

Bibliographic Details
Author: Bernardes, Rogéria Guimarães Alves
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2025
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repository:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/40315
Online Access:https://app.uff.br/riuff/handle/1/40315
Access Level:Open access
Keyword:Monaquismo
Monge beneditino
Canto gregoriano
Silêncio
Cultura
Capitalismo
Música sacra vocal
Beneditinos
Monge
Monasticism
Benedictine monk
Gregorian chant
Silence
Culture
Capitalism
Description
Summary:Esta pesquisa se propôs a estabelecer um diálogo com o monaquismo beneditino, a partir de seu universo sonoro: canto gregoriano e silêncio. A fim de compreendermos e situarmos a figura do monge beneditino nos contextos sociais, traçamos, inicialmente, uma retrospectiva histórico-religiosa das origens do movimento monacal, passando por sua evolução, consolidação e desdobramentos, no medievo, chegando até a atualidade. Construímos, neste processo, a trajetória desse movimento, que se inicia com a figura dos “padres do deserto”, a partir do século IV, e que percorre todo o período medieval, influenciando os aspectos históricos, políticos e sociais de tal contexto. Ao longo dessa trajetória, detivemo-nos sobre a figura de Bento de Núrsia, do documento que lhe é atribuído, conhecido como Regra de São Bento, e do movimento monacal beneditino, que a partir do século VI, assume grande relevância na difusão do cristianismo e na expansão das fronteiras da cristandade ocidental. Entramos, assim, em contato com a importância da Regra de São Bento, que organiza a rotina monástica em atividades manuais, intelectuais e espirituais, estabelecendo, como a principal atividade do dia, os momentos de oração comunitária ou Liturgia das Horas. No cotidiano monástico, observamos a importância do universo sonoro que, através do silêncio e do canto gregoriano, assume, no contexto de um mosteiro, outras conotações. Do conhecimento das tradições, costumes e práticas religiosas de tal movimento, procuramos ampliar os nossos diálogos iniciais, percebendo tratar-se da complexidade de um diálogo intercultural. Nesse sentido, para compreendermos a cultura monástica em contraposição à cultura predominante nas sociedades atuais, procuramos contextualizar o capitalismo e a formação da cultura capitalista, com suas características mercadológicas e utilitárias, capaz de produzir processos de subjetivação. A partir daí, abrimos um espaço para reflexão sobre a capacidade de crítica, de resistência e de singularização da cultura monástica, em relação à indústria cultural e à mercantilização da existência, próprias das sociedades capitalistas.