Estudo da distribuição dos marcadores sorológicos das hepatites B e C entre doadores de sangue do Hemocentro de Ribeirão Preto, SP.

Este estudo, que envolveu todos os doadores de sangue (25.891) que compareceram pela primeira vez ao Hemocentro de Ribeirão Preto, de junho de 1996 a junho de 2001, teve os seguintes objetivos: 1) Estudar a positividade de marcadores sorológicos das hepatites B e C em testes da triagem dos doadores....

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Detalhes bibliográficos
Autor: Valente, Vanderleia Barbaro
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2002
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29052003-193717
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17139/tde-29052003-193717/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:blood donnors
doadores de sangue
hepatite B
hepatite C
hepatites
hepatitis
hepatitis B
hepatitis C
marcadores sorológicos
serologic markers
Descrição
Resumo:Este estudo, que envolveu todos os doadores de sangue (25.891) que compareceram pela primeira vez ao Hemocentro de Ribeirão Preto, de junho de 1996 a junho de 2001, teve os seguintes objetivos: 1) Estudar a positividade de marcadores sorológicos das hepatites B e C em testes da triagem dos doadores. 2) Analisar o fluxo dos doadores positivos para os marcadores das hepatites B e C ao Ambulatório de Hepatites (AH) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. 3) Estimar a prevalência de infecção atual ou pregressa pelos vírus das hepatites B e C entre os doadores, através da análise dos resultados de testes confirmatórios para essas doenças. 4) Avaliar a importância da determinação da transaminase glutâmico-pirúvica (TGP) como marcador indireto de infecção pelos vírus das hepatites B e/ou C. Foram levantados dados registrados no Hemocentro, no Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) e no AH, coletando-se informações referentes ao doador, ao tipo de doação e ao resultado de teste da triagem sorológica (HBsAg, anti-HBc, anti-HCV, TGP, anti-HIV, anti-HTLV, doença de Chagas e sífilis). Foram estudados ainda: os resultados dos testes de repetição – realizados no Hemocentro – dos doadores positivos para os marcadores das hepatites B e C na triagem sorológica; o comparecimento ao NVE; e a confirmação, no AH, dos resultados para esses marcadores. A população dos doadores foi composta majoritariamente por homens (83,6%) e indivíduos de 26 a 45 anos de idade (64,0%). Predominaram as doações vinculadas (85,4%), e as maiores motivações foram solicitação e estímulo familiar ou de amigos. Os valores da prevalência, nos testes da triagem sorológica, foram iguais a 0,63% (IC95%: 0,54 – 0,72), para o HBsAg e 1,15% (IC95%: 1,02 – 1,28), para o anti-HCV. O total de doadores positivos que deveriam ser avaliados no AH, sofreu uma perda de 55,5% entre os suspeitos de ter hepatite B e de 58,7% entre os suspeitos de ter hepatite C, totalizando 266 doadores perdidos quanto ao acompanhamento. Os valores da prevalência, nos testes confirmatórios, foram iguais a 0,22% (IC95%: 0,16 – 0,28), para a hepatite B, e 0,31% (IC95%: 0,24 – 0,38), para a hepatite C. As co-positividades entre os valores de TGP e os marcadores de hepatites, nos testes de triagem sorológica, foram de 8,8%, para o vírus C, e de 0,5%, para o vírus B, indicando que a determinação dessa enzima não auxilia na seleção de doadores em bancos de sangue.