Avaliação por morfometria cerebral do reconhecimento de emoções em idosos de baixa escolaridade com doença de Alzheimer leve

Introdução: Prejuízos no reconhecimento de emoções são associados com relacionamentos interpessoais de vínculos pobres e sobrecarga do cuidador. Não há consenso sobre como o reconhecimento de emoções faciais pode ser afetado na Doença de Alzheimer (DA). Objetivo: Avaliar o desempenho cognitivo socia...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ciarlini, Bruna Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai::127200
Acceso en línea:https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/127200
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Doença de Alzheimer
Demência
Descripción
Sumario:Introdução: Prejuízos no reconhecimento de emoções são associados com relacionamentos interpessoais de vínculos pobres e sobrecarga do cuidador. Não há consenso sobre como o reconhecimento de emoções faciais pode ser afetado na Doença de Alzheimer (DA). Objetivo: Avaliar o desempenho cognitivo social através de reconhecimento de expressões faciais com emoções universais e a correlação desse desempenho com os padrões de atrofia cortical através da Morfometria Baseda em Voxel (VBM) em indivíduos de baixa escolaridade com demência da DA leve comparando com pessoas cognitivamente saudáveis. Métodos: Coorte retrospectiva composta por vinte e quatro adultos voluntários com 4 anos ou menos de escolaridade. Dentre eles, treze tinham diagnóstico de DA leve. Os participantes foram submetidos ao exame de Ressonância Magnética (RM) e ao Teste de Reconhecimento Facial de Emoções (FERT). Os dados obtidos foram correlacionados. Resultados: Ao avaliar a população total, os pacientes com DA leve tiveram um pior desempenho no escore total do FERT em relação aos controles (p<0,001). Quando avaliado o FERT subdivido por emoções, houve diferença com significância estatística no reconhecimento de surpresa, nojo e neutro (p<0,001). Foi observada correlação mais intensa e consistente entre o volume do Núcleo Accumbens (NA) e o desempenho no FERT no grupo total (r=0,817 e p<0,05). Essa correlação se manteve significativa para emoção nojo apenas no grupo DA (r=0,769 e p<0,05). Conclusão: Encontramos diferença significativa no reconhecimento de surpresa, nojo e neutro. A região cerebral que foi mais associada com essas emoções foi o NA, com maior consistência na dificuldade em reconhecer a emoção nojo, no grupo DA. Palavras-chave: emoção, cognição, doença de Alzheimer, baixa escolaridade, morfometria baseada em voxel