Análise genômica do biofilme formado em implantes restaurados com conectores de zircônia ou titânio e seu impacto sobre a saúde dos tecidos peri-implantares: estudo longitudinal de 3 anos

Devido à crescente utilização de componentes cerâmicos como estruturas de suporte para restaurações sobre implantes e a ausência de resultados conclusivos, em longo prazo, sobre a influência deste tipo de material no processo de formação e manutenção do biofilme oral e saúde dos tecidos peri-implant...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Thalisson Saymo de Oliveira
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03102018-160201
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-03102018-160201/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Avaliação clínica
Clinical evaluation
Conectores protéticos
Dental implants
Implantes dentários
Microbiologia
Microbiology
Prosthetic abutments
Titânio
Titanium
Zirconia
Zircônia
Descrição
Resumo:Devido à crescente utilização de componentes cerâmicos como estruturas de suporte para restaurações sobre implantes e a ausência de resultados conclusivos, em longo prazo, sobre a influência deste tipo de material no processo de formação e manutenção do biofilme oral e saúde dos tecidos peri-implantares, este estudo teve por objetivo investigar o perfil microbiano do biofilme formado sobre próteses unitárias de implantes com conectores de zircônia (Zr) ou titânio (Ti) e sua implicação clínica nos tecidos de suporte ao longo de 3 anos de função. Vinte indivíduos saudáveis participaram do estudo e foram reabilitados com implantes dentários e coroas protéticas unitárias cimentadas sobre conectores de zircônia (n=10; região anterior de maxila) ou conectores de titânio (n=10; região posterior da mandíbula). Amostras de biofilmes supra e subgengival, e dados de indicadores clínicos (profundidade e sangramento à sondagem, recessão gengival e nível ósseo marginal) foram coletados dos sítios peri-implantares e dentes contralaterais em 4 períodos distintos, na instalação da prótese (T0) e após 12 (T1), 24 (T2) e 36 (T3) meses de função mastigatória. Trinta e sete espécies microbianas foram identificadas e quantificadas pelo método de hibridização DNA-DNA Checkerboard. Os dados foram submetidos à análise estatística não-paramétrica de regressão linear mista (Brunner and Langer nonparametric analysis of longitudinal data in factorial experiments) e múltiplas comparações foram realizadas por meio do teste de Friedman-Conover, corrigido por Benjamini-Hockberg False Discovery Rate (FDR). Para análise da reabsorção óssea marginal foi utilizado o teste Two-Way ANOVA. Todas as análises foram realizadas com um nível de significância de 5%. O perfil microbiano detectado nos implantes restaurados com conectores de zircônia, titânio e seus respectivos dentes contralaterais foi semelhante a partir do período de 12 meses de investigação. Espécies patogênicas e não-patogênicas foram detectadas nos biofilmes supra e subgengival dos dois substratos, com um aumento significante da quantificação das espécies ao longo do tempo. Apesar do perfil semelhante, os substratos investigados influenciaram na quantidade total de micro-organismos identificados (p<0,05). Os conectores de Zr apresentaram maior quantificação de genomas totais nas amostras subgengivais quando comparadas aos conectores de Ti (p<0,05). A profundidade de sondagem reduziu nos implantes com Zr após 12 meses, enquanto nos implantes com Ti aumentou no mesmo período (p<0,05). O sangramento à sondagem e a recessão gengival aumentaram ao longo do tempo para Zr e Ti. Não houve diferença significante nos valores da reabsorção óssea marginal, entre os dois materiais, após 36 meses (p>0,05). De modo geral, pode-se concluir que o perfil microbiano dos biofilmes supra e subgengival dos implantes com Zr ou Ti foi semelhante, com um aumento da quantificação das espécies ao longo do tempo. A microbiota investigada neste estudo parece não ter influenciado os indicadores clínicos ao longo dos 36 meses de acompanhamento. Os resultados clínicos sugerem a manutenção da saúde dos tecidos peri-implantares nos diferentes substratos investigados