Associação do uso de opioides com morbidade e redução na frequência de células imunológicas em idosos com câncer
O envelhecimento traz consigo o aumento na incidência de doenças crônico degenerativas, como o câncer. Neste contexto, há preocupação com o controle de sintomas e uso de medicações, como os opioides, analgésicos para dores moderadas a fortes. Além do controle álgico, essa classe de medicamentos exer...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/38450 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/38450 |
| Access Level: | acceso embargado |
| Palabra clave: | Câncer Idosos Analgésicos opioides |
| Sumario: | O envelhecimento traz consigo o aumento na incidência de doenças crônico degenerativas, como o câncer. Neste contexto, há preocupação com o controle de sintomas e uso de medicações, como os opioides, analgésicos para dores moderadas a fortes. Além do controle álgico, essa classe de medicamentos exerce outros efeitos no organismo como a imunossupressão. Assim, pretende-se neste estudo analisar a associação entre o uso de opioides, ocorrência de óbito e frequência de células do sistema imunológico (CD3+, CD4+, CD8+) em idosos com câncer, em comparação aos grupos estudados de não expostos às drogas. Trata-se de uma coorte prospectiva, em duas partes: uma primeira analisa a associação entre uso de opioide e o desfecho morte e, na segunda, a associação entre a modulação imunológica provável dos opioides ao grupo idoso com câncer, em comparação a grupos de idosos com câncer não expostos a opioides e outros dois grupos, de idosos e jovens não multimórbidos e sem exposição a opioides. Nos resultados da primeira análise foi identificada uma associação significativa entre o uso de opioides e morte entre os pacientes do grupo estudado. Na segunda análise, que avaliou a frequência de linfócitos, foi verificado que o grupo de idosos com câncer em uso de opioides apresentou diferença estatística com o grupo jovem saudável (p = 0,008), em relação à frequência de CD3+. A frequência de linfócitos CD4+ estava diminuída de forma significante ao comparar idosos com câncer em tratamento com opioides com jovens e com idosos saudáveis (p = 0,004 e p = 0,005, respectivamente). Na análise com CD8+ não houve resultado relevante. Reconhecendo os desfechos negativos do uso crônico de opioides, relacionados com a imunidade e morbidade, faz-se mister orientar a prescrição segura e uso bem indicado dessa classe de medicação, sem perder de vista a importância e os inquestionáveis efeitos benéficos da morfina e seus derivados. |
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