O diálogo inter-religioso como pressuposto para a construção de uma ética mundial: a perspectiva de Hans Küng

A presente dissertação pretende analisar a plausibilidade do projeto de ética mundial (Weltethos, em sua origem alemã), pesquisando os fatores históricos e conceituais que viabilizaram a existência de uma força ética comum às grandes tradições religiosas da humanidade. Apresentamos o diálogo inter-r...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Nascimento, Maria Liliane Oliveira do
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS)
Repositorio:Repositório Institucional PUC-Campinas
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.sis.puc-campinas.edu.br:123456789/14855
Acceso en línea:http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/14855
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Diálogo inter-religioso
Pluralismo religioso
Ética mundial
Hans Küng.
Interreligious dialogue
Religious pluralism
World ethics
Descripción
Sumario:A presente dissertação pretende analisar a plausibilidade do projeto de ética mundial (Weltethos, em sua origem alemã), pesquisando os fatores históricos e conceituais que viabilizaram a existência de uma força ética comum às grandes tradições religiosas da humanidade. Apresentamos o diálogo inter-religioso como pressuposto do processo de formulação da declaração de ética mundial, apresentada por Hans Küng no Segundo Parlamento das Religiões Mundiais, no ano de 1993. De acordo com o referido documento, a base ética comum das religiões encontra-se, em primeiro lugar, no princípio da humanidade “todo ser humano deve receber tratamento humano” e no princípio milenar da regra de ouro “faça aos outros o que desejas que façam a ti”. Estes princípios se desdobram em quatro preceitos inamovíveis que estão associados aos quatro mandamentos da humanidade: compromisso com uma cultura da não-violência e do temor diante de toda a vida (não matar), compromisso com uma cultura da solidariedade e uma ordem econômica justa (não furtar), compromisso com uma cultura da tolerância e uma vida de veracidade (não mentir), compromisso com uma cultura da igualdade de direitos e do companheirismo entre homem e mulher (não fornicar). A partir destes elementos estruturantes da referida declaração, na qual o teólogo ecumênico Hans Küng esboça e norteia o projeto de ética mundial, procuramos desenvolver nesta pesquisa, de forma descritiva, discursiva, interpretativa e crítica, a aplicabilidade e as resistências à concretização de tal ética mundial, que tem como base propulsora o diálogo entre as religiões no decorrer na pósmodernidade.