Efeito da pentoxifilina oral na resposta inflamatória e acúmulo de fluido intrauterinos após inseminação artificial e taxa de recuperação embrionária em éguas velhas.

A maioria das éguas doadoras de embrião tem a limpeza uterina prejudicada devido a problemas uterinos e cervicais como resultado de repetidas inseminações e coletas de embrião. Esses problemas levam à suscetibilidade à endometrite persistente pós cobertura (EPPC) que está associada à inflamação pers...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Oliveira, Odilon Marquez de [UNESP]
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/237454
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/237454
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Éguas
Transferência de embrião
Endometrite
Fertilidade
Pentoxifilina
Endometritis
Descrição
Resumo:A maioria das éguas doadoras de embrião tem a limpeza uterina prejudicada devido a problemas uterinos e cervicais como resultado de repetidas inseminações e coletas de embrião. Esses problemas levam à suscetibilidade à endometrite persistente pós cobertura (EPPC) que está associada à inflamação persistente, que mostra edema uterino excessivo, acúmulo de líquido intrauterino (FIU), grande número de neutrófilos polimorfonucleares na citologia e cultura positiva. A intensa e prolongada inflamação endometrial cria um ambiente uterino desfavorável ao desenvolvimento embrionário, resultando em queda na fertilidade. A pentoxifilina é um fármaco reolítico, que promove aumento da maleabilidade das hemácias, e apresenta efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes. Sendo amplamente utilizado na prática clínica equina e na reprodução por aumentar o fluxo sanguíneo para os diversos tecidos. Este estudo teve como objetivo avaliar a resposta inflamatória uterina pós inseminação artificial e a recuperação embrionária de éguas doadoras velhas e subférteis tratadas com pentoxifilina. Doze éguas (16±3,7 anos) foram classificadas como suscetíveis ou resistentes à EPPC com base no histórico reprodutivo, nos achados ultrassonográficos e na taxa de recuperação embrionária. No início do estudo, uma amostra de biópsia foi coletada para determinar o score de biópsia do padrão Kenney e Doig. Cada égua foi submetida a seis ciclos estrais. Durante os dois primeiros ciclos, todas as éguas receberam, por via oral, 50mL de um suplemento comercial acrescido de 17mg/kg/dia de Pentoxifilina. Os dois ciclos subsequentes foram usados como washout (sem suplemento, sem pentoxifilina). Nos dois últimos ciclos, 50mL de suplemento comercial puro foi administrado por via oral. As coletas de embrião foram realizadas oito ou nove dias após ovulação. A palpação transretal e a ultrassonografia foram realizadas diariamente para avaliar o controle folicular, edema endometrial e acúmulo de fluido intrauterino. A citologia endometrial foi realizada pré e pós (24, 48 e 72h) inseminação artificial, enquanto a cultura uterina foi realizada pré e 72h pós inseminação. As contagens de neutrófilos relacionada aos efeitos do tempo não diferiram entre os grupos, bem como o edema uterino, o acúmulo de fluido intrauterino e a cultura positiva (P>0,05). A recuperação embrionária foi maior no grupo pentoxifilina (P=0,046). Em conclusão, a suplementação com pentoxifilina pode ser uma alternativa para diminuir a resposta inflamatória endometrial pós inseminação artificial e pode melhorar a taxa de recuperação embrionária.