Ecos decoloniais no interior de uma dramaturgia ocidental: uma leitura de Bernard-Marie Koltés e Juão Nyn

A presente pesquisa explora uma abordagem dialógica entre os estudos da escrita dramatúrgica e os estudos decoloniais propostos principalmente por Nelson Maldonado, Walter Mignolo e Anibal Quijano. O foco da pesquisa está na análise e interpretação das peças "Combate de negro e Cães" do dr...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Kiyomen, Fernanda Nunes
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Repositorio:Repositório Institucional da Udesc
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.udesc.br:UDESC/18345
Acceso en línea:https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/18345
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Dramaturgos
Dramaturgos brasileiros
Descripción
Sumario:A presente pesquisa explora uma abordagem dialógica entre os estudos da escrita dramatúrgica e os estudos decoloniais propostos principalmente por Nelson Maldonado, Walter Mignolo e Anibal Quijano. O foco da pesquisa está na análise e interpretação das peças "Combate de negro e Cães" do dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès, e "Tybyra: uma tragédya yndýgena brasyleyra" do dramaturgo brasileiro Juão Nyn. Por meio da análise das obras, procura-se identificar os elementos de uma dramaturgia decolonial, que visa promover um deslocamento tanto epistêmico quanto estético e poético, sendo possível concluir que ambas as peças contêm um engajamento com o pensamento transmoderno de Enrique Dussel, que envolve a superação das estruturas de pensamento modernos e a incorporação de perspectivas pós-coloniais, interculturais e não hierárquicas. As referidas dramaturgias colaboram com este processo de decolonização que visa uma abertura para a diversidade, a crítica das hierarquias e a valorização de múltiplas vozes e perspectivas na construção das narrativas teatrais. Para isso, esta dissertação identifica nessas obras procedimentos que valorizam os saberes e práticas de povos subalternizados e que dão voz a perspectivas negligenciadas historicamente, mostrando como eles desafiam as convenções dramatúrgicas estabelecidas, explorando novas formas de expressão e experimentação em relação aos seus respectivos contextos históricos.