Militarização do social como estratégia de integração - o caso da UPP do Santa Marta

Neste artigo, é discutida a estratégia adotada pelo governo do Rio de Janeiro para ocupação pelo Estado das favelas que estavam sob o controle do tráfico de drogas. A estratégia de pacificação envolve um primeiro momento de ocupação militar, um segundo de instalação de uma unidade de polícia permane...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fleury, Sonia
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Sociologias (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/30079
Acceso en línea:https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/30079
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:UPP Social. Favela. Santa Marta. Coerção. Cidadania.
Descripción
Sumario:Neste artigo, é discutida a estratégia adotada pelo governo do Rio de Janeiro para ocupação pelo Estado das favelas que estavam sob o controle do tráfico de drogas. A estratégia de pacificação envolve um primeiro momento de ocupação militar, um segundo de instalação de uma unidade de polícia permanente no território e um terceiro que trataria de estabelecer um diálogo entre os atores sociais e canalizar as demandas para a rede de políticas. O objetivo inicial de estabelecimento de uma nova ordem policial coercitiva confronta-se, em muitos aspectos, com a construção de uma esfera pública ampliada por meio da expansão da cidadania aos moradores destes territórios e sua integração à cidade. Em estudo de caso realizado na primeira favela ocupada, o Santa Marta, evidenciam se as enormes tensões e contradições desta estratégia de ampliação dos direitos de cidadania por meio da militarização do campo social.