ESTUDO FARMACOEPIDEMIOLOGICO: O USO DE MEDICAMENTOS POR GESTANTES

Os estudos de utilização dos medicamentos são capazes de fornecer informações importantes para o planejamento em saúde. Com o objetivo de contribuir com o uso racional de medicamentos em gestantes, o presente trabalho buscou determinar o perfil epidemiológico dos medicamentos utilizados pelas gestan...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Ribeiro, Núbia Kellly Rodrigues, Leite, Lidia Lúcia Bezerra, Pontes, Zélia Braz Vieira da Silva
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Goiás (UFG)
Repositorio:Revista eletrônica de Farmácia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistas.ufg.br:article/19040
Acceso en línea:https://revistas.ufg.br/REF/article/view/19040
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Medicamentos. Farmacoepidemiologia. Gestantes.
Saúde Pública
uso racional de medicamentos
Descripción
Sumario:Os estudos de utilização dos medicamentos são capazes de fornecer informações importantes para o planejamento em saúde. Com o objetivo de contribuir com o uso racional de medicamentos em gestantes, o presente trabalho buscou determinar o perfil epidemiológico dos medicamentos utilizados pelas gestantes usuárias do serviço de pré-natal do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) em João Pessoa – PB. Foi realizado um estudo transversal, após aprovação em comitê de ética, com uma população de 90 gestantes em idades gestacionais diversas atendidas no HULW, classificando os medicamentos de acordo com a categoria de risco do FDA. Os medicamentos, de acordo com a classificação ATC, mais utilizados pelas gestantes foram: o sulfato ferroso (B03 preparados antianêmicos) 31,03%; paracetamol (N02 analgésicos) 4,93%; brometo de escopolamina (A03 medicamentos para disfunções funcionais gastrointestinais) 4,93%; dimenidrinato (A04 antieméticos) 2,46%; metildopa (C02 anti-hipertensivos) 1,97%; dipirona (M01antiinflamatórios) 1,45%, e nistatina (J02 antimicótico) 0,99%. A percentagem de automedicação na população estudada foi de 5,42% e cerca de 11% das entrevistadas afirmaram desconhecer o medicamento em uso e/ou sua indicação. Nenhum medicamento descrito enquadrou-se nas categorias D ou X da FDA; no entanto, 75,0% dos medicamentos utilizados pertencem às classes B e C, que não há estudos adequados em humanos que comprovem sua segurança. Os resultados deste estudo convergem para os achados da literatura, reforçando a necessidade de caracterizar-se o perfil de utilização de medicamentos em gestantes para poder promover o uso racional dos medicamentos, considerando os possíveis danos que estes podem causar ao feto. 10.5216/ref.v10i1.19040