Fiçcão visionária e anticolonialidade no filme "o que não tem espaço está em todo lugar", de Jota Mombaça

O artigo discute o filme-ensaio “O que não tem espaço está em todo lugar” (2020), da artista visual Jota Mombaça, que realiza debates sobre racismo interseccionado com classe, gênero e sexualidade através de textos, performances, instalações, filmes e fotografias. Realizado durante a pandemia do Cov...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Gonçalves, Fernando do Nascimento
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Cadernos PROLAM/USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/211328
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/prolam/article/view/211328
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Anticolonialidade
Ficção Visionária
Filme-Ensaio
Corpos dissidentes
R/existência
Anticolonialidad
Ficción visionaria
Cine-Ensayo
Cuerpos disidentes
R/existencia
Anticoloniality
Visionary Fiction
Film-Rehearsal
Dissident bodies
R/existence
Descrição
Resumo:O artigo discute o filme-ensaio “O que não tem espaço está em todo lugar” (2020), da artista visual Jota Mombaça, que realiza debates sobre racismo interseccionado com classe, gênero e sexualidade através de textos, performances, instalações, filmes e fotografias. Realizado durante a pandemia do Covid-19, o filme é uma espécie de diário de viagem fabulado a partir da ressignificação de arquivos de deslocamentos da artista entre Lisboa, Fortaleza e Berlim. Com ele, a artista faz um manifesto contra a violência e exclusão de corpos e subjetividades que não se encaixam no modelo moderno-capitalístico do homem ocidental, branco, cisgênero e heterossexual. O texto discute as operações enunciativas acionadas no filme e seu papel na crítica de Mombaça a essas lógicas de violência. Conclui-se que tais estratégias, por um lado, impregnadas de gestos de errância, velocidade e instantaneidade, corporificam dores e interdições, mas, por outro, implicam um pacto com a vida, no qual corpos e subjetividades dissidentes, exatamente por não poderem existir no mundo, precisam ser afirmados em todo lugar.