Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, e a experiência pós-moderna da verdade

O presente trabalho tem como objetivo pesquisar as relações intertextuais existentes entre o romance Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, e as reflexões propostas pelo pensamento de Martin Heidegger (1889-1976). Tendo como ponto central a obra Ser e Tempo (1927), e a partir de questões como o...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Passos, Rodolfo Pereira [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/91502
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/91502
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Saramago, José, 1922-2010 - Ensaio sobre a cegueira - Crítica e interpretação
Ficção portuguesa
Pós-modernismo
Portuguese fiction
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem como objetivo pesquisar as relações intertextuais existentes entre o romance Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, e as reflexões propostas pelo pensamento de Martin Heidegger (1889-1976). Tendo como ponto central a obra Ser e Tempo (1927), e a partir de questões como o ser e a verdade, tentaremos estabelecer parâmetros possíveis de leitura da representação da “cegueira”, apresentada e criada por Saramago, capaz de afetar o homem contemporâneo. Delimitando como palco de atuação o mundo denominado pela crítica como “pós-moderno”, é nosso intuito apresentar e questionar algumas teorizações sobre o pós-modernismo e refletir sobre sua correspondência com a sociedade atual e suas consequentes correlações com a ficção de Saramago. Servirão, também, como acicate ao pensamento interpretativo, conceitos filosóficos heideggerianos, tais como pre-sença, ser-no-mundo, impessoal, angústia, e ser-para-a-morte. A verdade será (des)construída, principalmente no sentido de evidenciar que o sujeito racional perdeu sua força dentro da trama complexa do mundo pós-moderno. Pensaremos, também, neste sujeito cego e sua caminhada por uma cidade labiríntica. A realidade tornou-se plural e o homem não pode enxergar mais sua segurança epistemológica. Procuraremos perceber como o romancista português utilizase destes dados, através de uma dominante ontológica, para problematizar o ser humano e seu vínculo com um mundo marcado por um estado de “cegueira”, e assim, através da ficção, compor seus questionamentos pautados na ética e na existência