Uma teologia qualquer: a libertação e o problema dos “sujeitos históricos”

Este artigo problematiza, desde um campo de estudo que articula filosofia e teologia política, o imaginário programático de uma Teologia da Libertação (TdL) hegemônica. As TdL tomam o compromisso práxico na concretude do reinado de Deus como algo fundamental, em uma crítica aos modelos de sociedade...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Daniel Santos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:(Des)troços - Revista de pensamento radical
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufmg.br:article/56507
Acceso en línea:https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/56507
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Giorgio Agamben
Liberation Theology
Marcella Althaus-Reid
Ivone Gebara
Political Theology
political philosophy
Teologia da libertação
Teologia política
Filosofia política
teología de la liberación
teología política
Descripción
Sumario:Este artigo problematiza, desde um campo de estudo que articula filosofia e teologia política, o imaginário programático de uma Teologia da Libertação (TdL) hegemônica. As TdL tomam o compromisso práxico na concretude do reinado de Deus como algo fundamental, em uma crítica aos modelos de sociedade em que estamos inseridos, construídos como uma “civilização da pobreza”. Nesse exercício, teólogas e teólogos se depararam com a “emergência de novos sujeitos teológicos” relacionados com “novos projetos históricos”. Em uma metodologia que parte de análises bibliográficas, esse texto sintetiza a ideia de “qualquer”, presente no livro A comunidade que vem (2001), de Giorgio Agamben. A partir disso, há um diálogo direto com Ivone Gebara e Marcella Althaus-Reid, teólogas que colocaram em suspeita os percursos majoritários da TdL. Junto a elas, a abordagem aqui realizada também assume, numa espécie de linha articuladora, as reflexões de Colby Dickinson, importante leitor desse filósofo italiano na sua relação com a teologia. Como principais conclusões, esse texto evita uma adaptação e absorção no “núcleo duro” de um fazer teológico centrado em um “paradigma político soberano-transcendente”. Assim, a forma-de-vida “qualquer” não nos empurra para uma nova identidade como um outro “sujeito histórico” primordial. Desse modo, o ser "qualunque" desafia uma teologia em seus acoplamentos de diferença à identidade primordial esperada e inventada na categoria “pobre”.