Translinguagem e leitura: efeitos da instrução para práticas translíngues na compreensão leitora em francês como língua estrangeira
O termo Translinguagem (Williams, 1994) foi empregado pela primeira vez nos anos 1990, cunhado originalmente em galês como trawsieithu por Cen Williams, com a finalidade de denominar um modelo pedagógico no qual os alunos e professores alternavam entre a língua do input e a língua do output. Com o p...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/14353 |
| Acceso en línea: | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14353 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES Translinguagem Repertório linguístico Leitura Multilinguismo Francês como língua estrangeira Translinguaging Linguistic repertoire Reading Multilingualism French as a foreign language Translangage Répertoire linguistique Lecture Multilinguisme Français comme langue étrangère LETRAS |
| Sumario: | O termo Translinguagem (Williams, 1994) foi empregado pela primeira vez nos anos 1990, cunhado originalmente em galês como trawsieithu por Cen Williams, com a finalidade de denominar um modelo pedagógico no qual os alunos e professores alternavam entre a língua do input e a língua do output. Com o passar do tempo, a Translinguagem deixou de se concentrar exclusivamente em práticas pedagógicas, generalizando a sua aplicabilidade da escola para as ruas, isto é, das salas de aula para todo e qualquer aspecto do cotidiano de um sujeito bilíngue/multilíngue. Segundo García (2009), o termo caracteriza a maneira como os falantes acessam os vários elementos dos seus repertórios linguísticos em uma determinada situação comunicativa. De acordo com Vogel e García (2017), esse repertório é composto por vários elementos, de todos os níveis linguísticos, que são empregados levando em conta o contexto comunicativo, os interlocutores e o assunto em discussão. Entretanto, conforme expõe Morais (2022), as pesquisas em Translinguagem investigam, majoritariamente, as práticas translíngues nas habilidades de produção (escrita e oralidade) em detrimento das de compreensão. Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho foi o de investigar os efeitos da instrução para práticas translíngues na realização e de tarefas de leitura em francês como língua estrangeira. A fim de alcançá-lo, reuni quatro participantes, estudantes do curso de Licenciatura em Letras – Português e Francês da Universidade Federal de Pelotas. Esses quatro participantes formaram dois pares a fim de realizarem tarefas de leitura, discussão e de compreensão. O denominado par monolíngue foi instruído a executar todas as tarefas utilizando unicamente recursos da língua francesa; o outro par, denominado par translíngue, recebeu permissão para empregar todos os recursos dos seus repertórios linguísticos que julgassem necessários. Os resultados sugerem uma baixa influência de instruções a práticas translíngues sobre o desempenho nas tarefas de compreensão em língua estrangeira, uma vez que os resultados obtidos pelo par monolíngue e pelo par translíngue foram bastante próximos. As instruções pareceram trazer à tona práticas linguísticas já consolidadas pelos participantes. Enquanto o par monolíngue usou somente recursos da língua francesa tanto durante a resolução das tarefas quanto em interações não referentes ao texto, o par translíngue recorreu a recursos da língua materna quando tinham quaisquer objetivos comunicativos não ligados às tarefas que executavam. Observou-se, dentre os participantes, o recurso a diferentes estratégias de leitura, as quais contribuíram para o bom desempenho do par translíngue quando envolveram o emprego de recursos do repertório linguístico além dos exclusivamente ligados à língua francesa. Deixo a recomendação a professores de línguas estrangeiras para o uso de recursos variados dos repertórios linguísticos dos estudantes em sala de aula de maneira estratégica, por meio do ensino de estratégias de leitura. |
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